A PARAÍBA EM BRASÍLIA – Daniella “rainha do sorvete”, Julian Lemos “rei da Coca Cola” e agora Veneziano o “Príncipe do café”

Marcos Maivado Marinho 

Para quem achava pouco a Paraíba ter sido ridicularizada nacionalmente pelo caso do sorvete de R$ 17 que a senadora Daniella Ribeiro (PP) comprou e mandou o Senado pagar, ou pela latinha de Coca Cola que, a imitando, o deputado federal Julian Lemos (PSL) espetou na conta da Câmara Federal, é bom saber que esse tipo de vergonha protagonizado por quem deveria dar exemplos de ética e decoro ainda não estancou.

Se já tínhamos a “Rainha do sorvete” e o “Rei da Coca Cola”, como assim ficaram carimbados perante a História a filha de Enivaldo e o bolsonarista, agora ganhamos o “Príncipe do café”, alcunha que certamente se incorporará ao perfil do senador Veneziano Vital do Rego (PSB), apontado em Brasília como recordista no consumo do pretinho, também pago com dinheiro do contribuinte.

Os números da “gastança” de Veneziano nesse item são realmente estupendos: 182 pacotes de meio quilo do produto em oito meses, gerando despesa de R$ 1.178,90 lançada na contabilidade do Senado Federal na rubrica “outras despesas” que, no caso do paraibano totaliza no período investigado o total de R$ 4.536,96 e onde estão incluídas contas com açúcar, adoçante, xícaras e copos, garrafas térmicas e material de escritório como lápis e canetas, papel, apontador, borracha, clips etc..

Essas despesas, liberadas para todos os senadores, ficam de fora da chamada Cota Parlamentar que permite reembolso de gastos com refeições, aluguéis de imóveis, carros e aeronaves, refeições e hospedagem, publicidade e consultoria, etc..

No caso de Veneziano o excesso é o seu pecado. Para se ter idéia da extravagância e apenas confrontando com o consumo dos outros dois representantes paraibanos, o gabinete do ex-prefeito de Campina Grande registra quase o dobro da soma total. José Maranhão – também bom de café – consumiu 159 pacotes, ou 23 a menos que Veneziano; Daniella Ribeiro utilizou apenas 98 pacotes, ou 84 a menos que o “Príncipe”.

Para tanto café, é óbvio, também muito açúcar!

Veneziano dispara no podium com 154 quilos nos oito meses. Muito light, Daniella Ribeiro só consumiu no período 17 quilos, e José Maranhão fez uso de 44 quilos. Ou seja, a vida do ex-cabeludo campinense nos salões azuis do Congresso Nacional é mais do que duas vezes mais doce do que a dos seus companheiros de bancada.

Muito açúcar, também é óbvio, dá bastante sede!

Certamente por isso nos oito meses Veneziano (ou o seu Gabinete) bebeu nada mais nada menos que 3.560 litros da mais pura água mineral do Planalto Central, embalados em 178 garrafões unitários de 20 litros. A senadora Daniella quase nada bebeu. Foram apenas 20 litros – um garrafão. E José Maranhão tomou 2.022 litros, embalados em 11 garrafões.

Essas despesas à parte do cotão custaram aos cofres do Senado nos oito meses R$ 10.526,49, rateados assim: R$ 4.536,97 (Veneziano), R$ 3.594,31 (José Maranhão) e R$ 2.395,22 (Daniella).

DIÁRIAS
No item diárias, a campeã de recebimentos é Daniella Ribeiro. Ela viajou a Nova Iorque em março e depois a Washington e mais uma vez a Nova Iorque. Nas três viagens internacionais, ganhou R$ 20.013,76 em diárias. Hotel e avião também quem pagou foi o Senado.

José Maranhão este ano não fez nenhuma viagem ao Exterior e, portanto, nada recebeu em diárias.

Já Veneziano, que viajou a Montevidéu (Uruguai) e a Assunção (Paraguai) recebeu em diárias o total de 11.239,52.

E a vida segue…

(www.apalavraonline.com.br)

6 Comentário On A PARAÍBA EM BRASÍLIA – Daniella “rainha do sorvete”, Julian Lemos “rei da Coca Cola” e agora Veneziano o “Príncipe do café”

  • É bem capaz dele tentar se explicar com aquela linguagem erudita (venezianês) e todos os seus eleitores ficarem convencidos.

  • Isso e uma vergonha,agora mais sem vergonha somos nós que saímos de casa pra votar nessa cambada só não torço pelo fechamento dessas casas legislativas porque com eles ao menos posso falar e espraguejar,fechando a macaca pia em quem abrir o bico

  • Tiao ja ta assim com o cabeludo ??

  • Nobre Jornalista, Procurador e Escritor Sebastião Lucena Cada dia que passa constatamos sim, ser a corrupção uma doença. Uma doença contagiosa.
    Velhos politicos contaminam os novos politicos. Aliada a corrupção temos a traição, a ingratidão.
    Julian Lemos, politico novo, já contaminado tambem? O Veneziano, este de outrora já tem sintomas desde a prefeitura de Campina Grande.
    Infelizmente não há cura. Só vacina. Não votar nestes contaminados e tentar que novos cheguem pelo menos imunizados. Pela lei. Pela punidade e não a certeza da impunidade. Um abraço de um leitor teu.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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