Uma AIJE – Ação de Investigação Judicial Eleitoral, com 27 páginas, foi impetrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral, pelos advogados HELCIO STALIN GOMES RIBEIRO e ERICK WILSON PEREIRA, pedindo a cassação do registro das candidaturas de Hugo Mota e Nabor Wanderley, por abuso de poder político e econômico.
Na ação, os advogados elencam provas de liberação de elevado valor em emendas parlamentares, sob a responsabilidade do deputado federal e presidente da Câmara Federal, Hugo Mota, inclusive já no período eleitoral, beneficiando pessoas e municípios cujos gestores retribuem oferecendo apoio de votos ao deputado e ao seu pai, Nabor Wanderley, candidato ao senado.
Para se ter uma ideia, somente para o município de Patos, cujo gestor era seu pai Nabor Wanderley, o deputado Hugo Mota destinou R$ 14.299.625,72 em emendas. Já neste Exercício de 2026, em pleno ano eleitoral, o deputado já empurrou R$ 35.252.007,00, dos quais a impressionante quantia de R$ 30.349.504,11 já se encontra efetivamente liquidada e paga.
‘‘Conforme demonstrado nesta inicial, a destinação de verbas federais para municípios paraibanos operou segundo uma lógica de contraprestação eleitoral explícita: prefeitos que declaravam apoio formal à candidatura de Nabor Wanderley ao Senado recebiam, em contrapartida, a liberação célere e generosa de emendas milionárias’’, afirmam os advogados.
No documento, citam-se exemplos de municípios onde os gestores anunciaram apoio político logo após a chegada das emendas de Hugo Mota.
Caso a Justiça Eleitoral acate as provas e argumentos elencados na AIJE, o registro das candidaturas de Hugo e Nabor poderão ser cassados, e mesmo que venham a ser eleitos, perderão os mandatos.




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