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As primeiras do dia

1 de junho de 2026

Imagem Google

Sempre paro naquele supermercado tipo atacadão que existe na saída de Sapé para Bananeiras. Na ida, compro o que vou consumir durante a minha estada na terra de Ramalho. Na volta, o que vai ser usado aqui na Capital. Ontem não foi diferente, ou melhor, foi.

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Parece que o povo recebeu dinheiro, do Estado e da Prefeitura, do Bolsa Família e dos consignados que pululam nos contra-cheques. O supermercado, lotado, oferecia mil vantagens. E eu embarquei na conversa.

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Mas antes precisei usar o banheiro, vinha apertado desde Guarabira e a conje não me permitiu parar nos entroncamentos para irrigar a terra. Aliás, a terra está super irrigada, é água à vontade, lama é o que não falta e buraco no asfalto tem de fazer inveja à lua.

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Lá, fui eu para o banheiro, aliás, banheiros, uma bateria, metade para homens, metade para mulheres, dois enormes para portadores de deficiência, de modo que não seria por falta de banheiro que eu deixaria de cumprir a heróica tarefa de botar pra fora o que me incomodava.

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Logo na entrada vi uma mocinha sair com cara de desconsolo do banheiro das mulheres. Pensei no tamanho do seu sacrifício, mas como não era da minha conta, encaminhei-me ao local destinado aos homens para me desconsolar também. 

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Na primeira porta, a surpresa: uma mulher se esparramava com todo desvelo em cima da bacia que, por lei, seria ocupada por alguém do sexo masculino.

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Dei meia volta, achei que  entrara no recinto errado e poderia ser confundido com algum importunador sexual. Mas não, eu estava certo, na porta de acesso havia a figura de um macho e os dizeres que o identificavam  como o banheiro dos homens.

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O jeito foi procurar o banheiro do homem portador de limitações, que estava entreaberto, dando-me a certeza de que ninguém o ocupava. Abri a porta. E o que vi? Isso mesmo, uma mulher de calças arriadas enxugava o priquito com um chumaço de papel.

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Retornei e decidi fazer no mato mesmo. Pelo menos não correria o risco de mijar em cima de alguma invasora.

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Querem fazer de Nabor candidato a vice-governador. Muito cômodo para quem quer se livrar do calo seco patoense. Mas duvido que Hugo Motta embarque nessa canoa.

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Lucas na frente, diz pesquisa. Cícero contesta, garante possuir pesquisa para consumo interno com resultado diferente.

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Pelo sim, pelo não, cala-te boca, é mió calá.

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Aliás, pesquisas pululam, a confusão é grande, a cabeça do eleitor gira, falo daquele eleitor que só vota em quem vai ganhar.

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Dizem que Eduardo Carneiro quer melar o acordo do Republicanos para as duas próximas Mesas da Assembleia.

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Mas acordo é acordo.

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Se um o descumpre, o outro não tem porque cumpri-lo.

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De Gonzaga Rodrigues para o professor Chico Viana, na hora de lhe autografar o livro e diante do enorme público que compareceu ao lançamento:

“Estão achando que eu vou morrer”.

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Esse Gonzaga…

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Princesa enfeitada para o São João, a Rua Grande coberta pelas bandeirolas coloridas anunciam o começo da festa.

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Bananeiras também.

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Vi bandeiras em Pirpirituba, a terra da Serra Limpa.

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Ou pelo menos dos donos.

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Mas a TV Cabo Branco só fala do São João de Campina.

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Que é bom, mas não é o único.

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Há vida inteligente além da Borborema.

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Segundo informações dos principais candidatos à Presidência, o patrimônio declarado por cada um à Justiça Eleitoral é o seguinte: Romeu Zema (Novo), com R$ 129,8 milhões em bens; Ronaldo Caiado (PSD), com patrimônio declarado de R$ 24,8 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com R$ 7,4 milhões em bens, sendo parte significativa ligada a investimentos em previdência privada.

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Agora a surpresa: o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou patrimônio de R$ 1,74 milhão. E é surpresa porque, só a casa que ele comprou à vista custou R$ 6 milhões. Como ele só tem R$ 1 milhão com uma casa de R$ 6 milhões? Encolheu, foi?

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Diz o velho Gago que ser corno é melhor do que ser prefeito. E explica: “Prefeito só é quatro anos, corno é pra toda vida”.

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Lucas Ribeiro fez estrago no cariri. Em Monteiro uniu os herdeiros de João Henriques com a adversária Lorena.

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Sei não, visse…

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E para terminar, as pérolas do Zé Simão:

O Flávio Rachadinha Bolsonaro foi recebido pelo Trump na Casa da Supremacia Branca. O Trump tá parecendo uma maria-mole! E serviu pra que esse encontro do Flávio com o Trump? Pra virar memes!

Meme 1: Trump com Flávio e Eduardo: Os Três Patetas!

Meme 2: O Flávio vestido de bobo da corte, com aquele chapéu de bolas e tudo! Rarará!

Meme 3: Trump na mesa e atrás Flávio, Vance e Bananinha vestidos de domésticas. Com aventalzinho branco e tudo. Rarará!

Meme 4: Trump sentado na mesa e o Flávio de garçom trazendo um copo d’água numa bandeja.

O Flávio devia virar garçom da Casa Branca. Pior, a medalha que o Flávio publicou com o maior orgulho nos stories: a moeda com o selo presidencial dos Estados Unidos custa US$ 19,99 em loja a 300 metros da Casa Branca! Ou seja, ele teve que andar 300 metros e gastar US$ 19,99! Rarará!

E se o Flávio for eleito ele vai criar o ICE aqui no Brasil. Para nordestinos e petistas! “Você é nordestino?” “Sim” “De onde?” “Paraíba.” “Deporta!” “Voce é petista?” “Sim.” “Deporta pra Argentina!” Rarará!

E a inflação será igual à americana. Ou seja, o Flávio é um trumpalhão!

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Inté.

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