As primeiras do dia

O que Moacir Rodrigues disse de Julian Lemos para receber, de volta, o nome de cachaceiro? Pelo que li, Rodrigues apenas reclamou do modo como Julian comanda o PSL na Paraíba, dando ordens feito um coronel, sem ouvir os outros filiados, como se fosse o dono do partido. Aí o presidente chamou o deputado, irmão do prefeito de Campina Grande, de João Canabrava, o personagem bêbado da Escolinha do Professor Raimundo.

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A língua afiada de Julian Lemos só não funciona para responder ao filho de Bolsonaro, que o chamou de fura fila, de mentiroso e de outros quitais. Aí, como se tratava do filho do homem, Julian apenas riu amarelo e disse que o filho de Bolsonaro era um menino traquina.

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Como Moacir é apenas irmão do prefeito e um mero deputado estadual, Julian soltou os cachorros em cima do rapaz e , não tendo outra coisa pra dizer dele, chamou-o de bêbado e disse que ele, Moacir Rodrigues, é muito conhecido nos bares de Campina Grande.

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Ora, beber é uma coisa boa. Conheci bêbados extraordinários, que bebiam e não comprometiam o trabalho. Quem bebeu mais do que Raimundo Asfora, o orador das multidões? E o que dizer de Ronaldo Cunha Lima, que bebia e enternecia corações com sua poesia de amor?

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Claro, Julian não entende disso. Não é poeta, não faz poesia, não declama e quando o faz, imita aquele brutamontes da Serra do Minador, que numa noite de muita inspiração olhou para a namorada e declamou, em tom ameaçador: “Ou me amas com firmeza ou quebro teu cu com uma pedra!”

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Os amores na política são fugazes e levianos. E a prova disso está no que aconteceu sábado, aqui em João Pessoa, durante uma festa de forró. Alguém trocou um amor de tantas raízes por um amor novo sem raiz nenhuma. E nem precisou viajar a Santiago para fazer isso.

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Ney Suassuna saiu em defesa de Bolsonaro. Depois de ver frustrado seu sonho de se tornar imortal (obteve apenas dois votos), o empresário do ramo de colégios e homem rico com residência fixa no estrangeiro, abraçou a causa do presidente e acusou o PT de atrapalhar o homem.

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Enquanto isso, a OAB defende publicamente o afastamento de Moro e de “Dallagnol”.

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Vereadores do Conde, flagrados na farra das diárias, querem processar o Paraibajá pelo atrevimento de tornar público o escândalo.

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Mas o Paraibajá não inventou nada. Está tudo escrito.

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E eles viajaram mesmo?

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E se viajaram, foram pra onde?

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Fazer o que?

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E fizeram?

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Cadê o relatório da viagem?

7 Comentário On As primeiras do dia

  • Cara de papudinho isso ele tem de sobra.

  • Edmundo dos Santos Costa

    QUEM SERIA O “PECADOR” REPREENSÍVEL? O BOÊMIO – SE É QUE O É – PEREGRINO DAS “MESAS DE GLOSA”, NO DIZER DE ZÉ LAURENTINO – HOJE NA PÁTRIA ESPEIRITUAL – O OU FREQUENTADOR DE FORUNS – SE É QUE O É – SOB ACUSAÇÃO DE PRÁTICAS DITAS DELITUOSAS?

  • A piada de ontem, assim como a tragédia, foi protagonizada pela turma da
    “VazaJato”. Eles se declararam “chocados com os vazamentos”.
    Vindo de especialistas, é demais!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Essa tchurma ainda acaba em Hollywood!

  • SEVERINO CARLOS DE ANDRADE

    Essas galinhas só vão parar de brigar quando o capitão caverna começar a dividir o milho, a ração, o jabá; porque, embora diferentes no tamanho (altura) e na cara feia, na prática são as mesmas siscadoras da “velha política”. Estão querendo alguma coisa… Deve estar faltando o tal do “diálogo”… ($).
    A propósito, o capitão, chefe deles, nasceu, cresceu e se tornou presidente graças a “velha política” – hoje renegada – por onde transitou livremente no Congresso como deputado federal, até “pousar”, de mala e cuia, num partido (PSL) que hoje chama de seu.

  • Tem um cheiro de Satiagraha no ar?

  • DO LEONARDO SAKAMOTO:

    A hashtag “DeportaGreenwald” confirma que o poço não tem fundo no Brasil … – Veja mais em https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/?cmpid=copiaecola.

    Após publicar uma série de reportagens trazendo diálogos comprometedores que envolvem o então juiz federal Sérgio Moro e procuradores da força tarefa da Lava Jato, o site Intercept Brasil passou a ser duramente atacado. Milhares de pedidos de fechamento do veículo circularam nas redes. E o jornalista Glenn Greenwald, um dos autores das matérias e um dos fundadores do site, passou a ser alvo do ódio de bolsonaristas e daqueles que não aceitam críticas à operação. A hashtag #DeportaGreenwald chegou a figurar entre as mais compartilhadas desta segunda (10), pedindo sua expulsão. Glenn, que é norte-americano e mora no Brasil, sendo casado com o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ),

    Já não bastasse o comportamento xenófobo, esse naco da sociedade – que abandonou a civilização e abraçou a barbárie – ainda consegue provocar vergonha alheia na maioria consciente da população.

    Ganhador do Prêmio Pulitzer 2014, um dos mais importantes do jornalismo mundial, Glenn Greenwald foi um dos responsáveis, junto com Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, por mostrar como o governo de seu país monitorava ilegalmente e em massa a comunicação dos cidadãos.

    Uma parcela da sociedade não entende um ataque a um jornalista como um ataque à liberdade de expressão, um pilar da democracia. Vê isso como uma manifestação banal do descontentamento. Incendiada por conteúdos superficiais distribuídos pelas redes sociais e não acostumada ao debate público de ideias, à aceitação da diferença de opinião e à empatia pelo outro, parte para a ignorância. Cede aos discursos fáceis e toscos de analistas, apaixona-se pela violência de seus líderes.

    Lideranças não são ingênuos, principalmente as políticas e religiosas e suas variações. Sabem o tamanho de sua caixa de ressonância, o fanatismo de alguns de seus seguidores, que agem como torcida organizada, e o gigantismo de redes simpáticas a eles ou por eles controladas. E, ao ter consciência disso e não agir para evitar os ataques, tornam-se cúmplices das consequências de seus atos. Dizem não incitar a violência com suas palavras. Mas, como já disse aqui, muitas vezes não são eles que atacam, mas é a sobreposição de seus discursos ao longo do tempo que distorce o mundo e torna a agressão banal. Ou, melhor dizendo, “necessária” para tirar o país do caos e levá-lo à ordem. Acabam por alimentar a intolerância, que depois será consumida por fãs malucos ou seguidores inconsequentes que fazem o serviço sujo.

    Você pode não gostar da cobertura do Intercept Brasil ou de outros sites, jornais, revistas, canais de rádio e de TV, do posicionamento de colunistas e blogueiros e discordar profundamente da pauta conduzida por um veículo. A imprensa, como qualquer outro ator social, pode e deve ser criticada, mas seguindo regras. Pois o respeito aos jornalistas, sejam eles de veículos tradicionais ou alternativos, mídia grande ou pequena, liberal ou conservadora, segue sendo um dos pilares da democracia. Sem uma imprensa livre, os poderes da República não seriam monitorados pela população.

    O direito ao livre exercício de pensamento e à liberdade de expressão são garantidos pela Constituição Federal e pelos tratados internacionais que o país assinou. Mas liberdade de expressão não é direito fundamental absoluto. A partir do momento em que alguém abusa de sua liberdade, espalhando o ódio e incitando à violência contra um jornalista, isso pode trazer graves consequências à sua vida. Caso veja erro ou má fé em um conteúdo publicado por uma empresa jornalística, alguém atingido deve buscar, junto ao veículo de comunicação, seu direito de resposta. E se isso for insuficiente, procurar na Justiça a reparação. E não se calar diante de matilhas que dizem punir em seu nome.

    Os ataques a jornalistas não se referem às críticas, que fazem parte do debate público. Mas se trata da invasão da vida privada dos profissionais, distorcendo fatos, expondo dados pessoais, ameaçando filhos e pais. Por vezes, ela transborda a rede e vai para a rua, para o restaurante, para a porta da casa. Não raro, transforma-se em socos, pontapés, pedradas, cusparadas, empurrões. A perseguição é sempre mais violenta quando o alvo são mulheres, quando o ataque também ganha cunho sexual, negros e o público LGBTTQ.

    O processo de ataque aos jornalistas se assemelha à tortura – instrumento de trabalho do açougueiro Brilhante Ustra, assassino da ditadura militar, apontado como herói por Bolsonaro. Não para que o jornalista em questão seja punido pelo que fez, mas para que, traumatizado, nunca mais tenha coragem de tratar do candidato novamente.

    Nesse sentido, o presidente da República tem sido um exemplo para os inconsequentes que atacam jornalistas. Em um momento, se vale de uma notícia claramente falsa para atacar uma jornalista do jornal O Estado de S.Paulo. Em outro, comete assédio contra uma jornalista da Folha de S.Paulo durante uma entrevista..

    Pelas declarações de Glenn Greenwald e de sua equipe, as violentas manifestações xenófobas e homofóbicas não vão mudar o curso da investigação. Eles afirmam ter recebido uma grande quantidade de informação de uma fonte anônima e muita coisa ainda deve ser divulgada. O que não significa que eles não estão tomando cuidado. Ser jornalista no Brasil pode ser mais perigoso do que cobrir determinadas guerras.
    (……)
    Cabe à sociedade decidir se quer uma imprensa livre, mesmo que discorde dela, e sair em sua defesa. Ou se está satisfeita com a proposta colocada à mesa nas eleição de 2018: substituir a pluralidade e o contraditório por mensagens falsas postadas em grupos de WhatsApp que confirmam uma limitada visão de mundo.

  • Quem com o grampo fere, com o grampo será ferido, tudo revoltado com a divulgação, quando divulgaram Lula e Dilma ilegalnente fizeram festa, agora aguente

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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