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Cipó de goiabeira

9 de julho de 2026

Jackson Villar de um lado, Nilvan Ferreira do outro, o desafio está lançado, mês que vem ou o sangue dá no meio da canela ou a merda desce e faz caminho daqui até Cajazeiras. As apostas se acumulam, quem tem dinheiro, aposta dinheiro, quem não tem, aposta o que tem. Um conhecido comerciante das Várzeas de Sousa apostou o cu, a vizinha dele, o tabaco, ninguém sabe como será o pagamento, ou se pagamento terá. 

Tudo começou com o vídeo de Nilvan mostrando o canal arrombado. Na pressa do seu denuncismo, disse que o canal mal foi inaugurado, já estava se desmanchando. Depois soube-se que a coisa não era bem assim, que abriram uma vala para deixar a água se esvair e evitar os excessos, uma espécie de sangradouro.

Mas aí a desgraça já estava feita. O ex-bolsonarista Jackson Villar tomou as dores de Lula, chamou Nilvan a terreiro e prometeu uma surra. Até data para o desenlace anunciou, no mês que vem estaria desembarcando na Paraíba para mostrar a Nival com quantos paus se faz uma cama de vara.

Pensam que Nilvan se amedrontou? De jeito nenhum. Até ofereceu dinheiro para pagar a passagem do valentão. “Mande a sua chave pix que vou enviar o dinheiro da passagem. E lhe espero no Aeroporto”.

Pronto, lascou. Cheguei a lembrar daquela anunciada pisa que um ilustre cidadão campinense prometeu ao Bonitão aqui. Aquela não se concretizou, graças a Deus, mas e essa?

Uma dúvida me atormenta desde que começou a troca de gentilezas. Jackson disse que ia bater em Nilvan com um cipó de goiabeira, um pau que, segundo ele, enverga mas não quebra. Eu não conhecia essa fortaleza do pé de goiaba, sabia que o pau forte era e é o de jucá. Mas se Jackson disse é porque já provou.

Que aconteça o duelo. E que o cipó não seja confundido com o olho da goiaba.

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