Por GILBERTO CARNEIRO
Em 1982 eu era uma criança, mas ainda guardo no coração as lembranças da tristeza que se abateu sobre todos quando o Brasil saiu da Copa ao perder por 3 x 2 para a Itália. Era seleção espetáculo de Zico, Éder, Falcão e tantos outros craques daquela inesquecível geração.
12 anos depois, em 1994 o Brasil seria campeão do mundo conquistando o título, advinha sobre quem? Isso mesmo, sobre a Itália.
No entanto, são as lembranças de 1982 que ficaram arraigadas nas minhas lembranças. A leveza, a sintonia, a conectividade daquela seleção com os brasileiros era algo indescritível.
Em 1982 eu senti um imenso vazio, em 1994, felicidade.
Esses dois sentimentos me levaram indagar sobre o que os brasileiros sentiram quando a seleção brasileira perdeu para a Noruega nas oitavas de final nesta Copa.
Vazio, felicidade, dor, lágrimas? Nada disso.
As pessoas não choraram, não se retraíram, não expressaram raiva, simplesmente ficaram INDIFERENTES, o pior dos sentimentos. Até teve choro de um jogador num ato circense jogado sobre o gramado. Era choro, não lágrimas.
Ainda bem que os “los hermanos” perderam para os espanhóis. Estariam a um título de alcançar o nosso ranking.
Lembrei-me de uma máxima que diz: “o destino de toda escola futebolístico é morrer duas vezes: a primeira quando deixa de vencer. A segunda quando deixa de fazer falta”.



2 Comentários
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Resumiu bem a nossa seleção atual.