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Domingueiras do Tião

21 de maio de 2023

JACKSON BANDEIRA E O ISOPOR DE DIMDIM

Esta semana cruzei com o jornalista Jackson Bandeira no Manaíra Shopping.

Ele carregava um isopor pendurado no ombro e eu até achei que o amigo estava vendendo dimdim para sobreviver.

A mesma impressão teve Chico Ferreira, que estava ao meu lado.

A reação de Jackson, diante das perguntas “Oxente, Jackson, tás vendendo dimdim?” foi brusca, bem ao seu estilo:

-Seu rabo!”

Depois ficou tudo esclarecido: Jackson procurava uma agência dos Correios para enviar, ao seu amigo Zé Dirceu, um mimo da Paraíba: manteiga da terra, queijo de coalho e doce de leite devidamente acomodados num isopor, que era para não azedar durante a viagem.

Mas, e se fosse dimdim?

Jackson faz parte de um grupo que jamais ficou rico no jornalismo, mesmo sendo um grupo talentoso, brilhante e incomparável.

Um grupo que envelheceu sem sair do batente, porque do batente sempre viveu e no batente jamais encontrou fortuna que lhe permitisse mudar a vida para melhor.

Um grupo que tem um Frutuoso Chaves chegando aos 80 anos e ainda lutando numa assessoria de imprensa para manter a família.

Que obriga um Chico Pinto, com mais de 70 e aposentado, a enfrentar o tombo de dois expedientes numa loja comercial porque a aposentadoria lhe chegou magra, quase anêmica.

Que teve e ainda tem nos seus quadros intelectuais renomados como Agnaldo Almeida, Rubens Nóbrega, Gonzaga Rodrigues, Júlio Santana, Fernando Valaque, Teócrito Leal, Zé Euflávio, Nonato Guedes, Giovani Meireles, Edmilson Lucena, Miguel Lucena, Gilvan de Brito, Petronio Souto, Abelardinho, Geordie Filho, Vavá da Luz, Fred Menezes, 1berto de Almeida, Aldo Lopes, Hildeberto Barbosa, Marcos Marinho, Zé Duarte Lima, Antonio Malvino, Fernando Caldeira, Edson Werber, Carlos César, Biu Ramos e Lenilson Guedes, entre outros, que nunca ficaram ricos trabalhando como jornalistas.

E não ficaram porque sempre colocaram, como princípio de suas vidas , a independência do pensamento e a dignidade da profissão.

Por isso repito, se Jackson estivesse com aquele isopor vendendo dimdim no Manaíra Shopping, não seria nada demais.

 

ENCONTRO DE GUERREIROS

Aconteceu sábado na Livraria do Luiz o encontro de João Costa, o ator e comunicador, agora pesquisador do cangaço, com o jornalista, intelectual e vendedor de colchões Chico Pinto Neto, o infalível Cabo Duca. Desse ajuntamento, defuntos foram desenterrados e muitos segredos saíram do anonimato, embora não possam ser contados aqui por causa da censura prévia.

 

ENCONTRO DE PRINCESENSES

Na última sexta-feira o presidente do TCE, Nominando Diniz, fez uma pausa para recepcionar os amigos e conterrâneos Italo Kumamoto e Wilma Marques Lima.

 

 

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