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Domingueiras do Tião

30 de agosto de 2026

A MENINA QUE COMIA PAPEL

Gilvan de Brito ficou impactado com o choro da menina venezuelana, que, impedida pela mãe de comer papel de monturo para matar a fome, verteu lágrimas de revolta.E comparou o quadro que se apresentou aos seus olhos no cruzamento de uma rua central de João Pessoa com os políticos bem nutridos e impecavelmente vestidos que estão invadindo nossas casas,pedindo votos para continuar no poder.

É o retrato do mundo cão. Uns passam fome e se humilham mendigando nos sinais de trânsito, outros se travestem de santos para não perderem a boquinha.

Eles são a elite, representam as famílias tradicionais que se revezam no poder, muitos jamais tiveram a carteira de trabalho assinada, sequer fizeram algum estágio remunerado em alguma repartição pública, saíram dos cueiros para a política, são herdeiros de coronéis, pequenos deuses.

Quanto aos miseráveis, bem, esses são os eternos fregueses, a massa de manobra, os restos que só merecem uma mera alembrança à cada eleição.

 

ZÉ LEITE GUERRA

Não éramos próximos, nos conhecíamos desde os tempos de batente jornalístico, eu repórter de eito, ele já consagrado cronista em visita ao jornal para deixar sua crônica ou seu poema.

Hoje Zé Leite não é mais presença ativa nos meios culturais. Voou para o infinito.Mais um que nos deixou.

 

RAMALHO PRESIDENTE

Ramalho Leite foi reeleito para um quarto mandato como presidente da Academia Paraibana de Letras. Zé Leal que se cuide. Ele foi o presidente da API por mais de 10 mandatos. Ramalho tem idade pra chegar lá.

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