Dono da Band crítica a lei do CONDENAR primeiro…

O senhor João Saad é o todo poderoso dono da Rede Bandeirante de Televisão. Ele resolveu abrir o bico e dizer que a Lava Jato, apesar de aplaudida por grande número de brasileiros por denunciar praticantes de corrupção, peca ao levar, de roldão, quem tem culpa e quem não tem.

Ele falou dos milhões de empregos perdidos desde quando representantes do Ministério Público e do Judiciário sairam da sombra e, envaidecidos pelas luzes da ribalta, chamaram para si os holofotes e jogaram lama na reputação de gregos e troianos, desprezando a lei e nivelando todo mundo por baixo, destruindo reputações muito antes da Justiça separar o joio do trigo.

E ele questiona, no seu pronunciamento à nação, o fato de serem condenados por antecipação empresários sem culpa formada, execrados do convívio social bem antes de um pronunciamento da justiça sobre sua culpa ou inocência.

E o empresário não mentiu.

As operações da Polícia Federal e do Ministério Público punem os investigados antes de interrogá-los. Os chamados homens da lei atiram primeiro para depois perguntar, não se importando se entre os mortos estão, também, os inocentes.

E depois do prejuízo, quem vai ressarcir os perdedores?

Quem, por exemplo, vai responder pelo prejuízo moral causado a Gilberto Carneiro, a Livânia Farias, a Roberto Santiago e a tantos outros transformados em bandidos e corruptos ainda nas primeiras fases das investigações?

João Saiad é poderoso e depois do seu desabafo é possível que os ouvidos moucos da justiça despertem para esse massacre praticado por quem deveria defender os que lhes pagam seus generosos salários.

3 Comentário On Dono da Band crítica a lei do CONDENAR primeiro…

  • No caso de Livânia, pelo que se comenta, foi a própria quem destruiu a sua reputação. Vamos esperar o conteúdo da delação para saber se ela realmente é tão inocente.

  • Frase que o Johnny Saad (Grupo Band) disse a um grupo de empresários, na última segunda-feira, dia 17

    “Nenhuma das empresas internacionais que se envolveu no escândalo da Petrobrás ou em outros escândalos foi destruída. Penalize quem fez, mas não se penalize a empresa”,

    O Jornalista Ricardo Miranda escreveu sobre a fala do dono da Band, e transcrevo um trecho:

    (……..)

    (…. _Johnny Saad …disse a um grupo de empresários o que significou a Lava Jato para a economia brasileira. E para a reputação de muitas pessoas. Em evento realizado pelo canal BandNews com empresários brasileiros na segunda-feira, 17 – e que, claro, passou despercebido da grande mídia -, o dono do Grupo Bandeirantes afirmou que o combate à corrupção não pode “destruir empresas nacionais”. Saad destacou que a crise no Brasil não é resultado “só de problemas econômicos” e criticou a atuação da Lava Jato. “A elite que está aqui sentada, com o Poder Judiciário, com o poder Legislativo, com a CGU”, encarou Saad, “tem instrumentos para que possa se revolver isso. […] [Para] nós voltarmos a como era antigamente: antes de você prender uma pessoa, investigue. Busque provas, comprove aquilo. E depois você prende. Senão você vai destruindo carreiras, profissões, nomes, empresas, setores”, disse Saad. “Nenhuma das empresas internacionais que se envolveu no escândalo da Petrobrás ou em outros escândalos foi destruída. Penalize quem fez, mas não se penalize a empresa”, completou.

    Não precisava citar nomes, mas usou como paradigma a Odebrecht, que recém-apresentou a maior solicitação de recuperação judicial já realizada no Brasil. O valor total das dívidas listadas atingiu R$ 98,5 bilhões. Desde que se viu envolvida nas investigações da Operação Lava Jato, em 2015, a Odebrecht viu seu quadro de funcionários se reduzir em cerca de 80% e sua receita bruta cair cerca de 20%. Tinha 276 mil trabalhadores, em 2015, incluindo funcionários e terceirizados, e no documento mais recente, pouco passava de 50 mil integrantes. Dezenas de empresas de fora do Brasil foram citadas em delações premiadas de ex-executivos das empreiteiras brasileiras e da Petrobras, incluindo alguns nomes famosos, mas o impacto sobre elas não se compara. Alguém tem notícias sobre caos na sul-coreana Samsung Heavy Industries, na sueca Skanska, na italiana Techint ou na holandesa SBM Offshore, que fornecia navios-plataforma para a Petrobras e tinha contratos no valor de 27 bilhões de dólares? Maersk, Jurong, Kawasaki, Keppel Fels, Mitsubishi, SBM, Sembcorp Marine, Mitsui, Toshiba, Sargent Marine, Astra Oil, GB Marine, Trafigura, Glencore, Ocean Rig, Sevan, Rolls-Royce. Alguém faliu? Quantos empregos se perderam. Parece que o propósito lá fora, sem o estrelismo de um juiz de primeira instância mancomunado com a politicalha local, era simplesmente apurar corrupção, não destroçar empresas e partidos.
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    Não é preciso lembrar que a Band, como outras grandes empresas de comunicação do país, apoiou o impeachment, apoiou o golpe
    comandado pelo Cunha/Temer, e apoiava até agora o governo (?) do Bolsonaro. Os abusos cometidos pela Lava Jato, os seus vazamentos,
    raramente recebiam alguma critica.
    Agora o Reynaldo Azevedo divulgou aqueles audios no seu programa na Band FM, o que obviamente só ocorreu com a anuência do dono.

    Será um mea culpa? Outros seguirão o exemplo?
    Só o tempo dira!

  • ë verdade, toda ação resulta numa reação. Todavia, a LAVA JATO é incontestável, mas resultou na quebradeira de empresas e deu origem a crise financeira e de desmprego. Entretanto, É fato que a corrupção comandas por empresários e políticos cana;has quase quebrou o BRASIL. Estamos na penúria, quase inertes, vamos esperar que em breve tempo possamos vencer o caos.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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