Esse negócio de se pagar R$ 10 mil por um xibiu continua me perturbando. Se fosse ao menos para adquirir o dito cujo e ficar sendo o dono dele até se admitiria pensar, mas foi um aluguel de duas horas, uma passagem, coisa de somenos. É dinheiro demais, como bem disse o conterrâneo Zé de Abdias, com o qual concordo em gênero, número e grau.
E quem saboreou o dito cujo foi uma alta autoridade, gente da proa, acima de qualquer suspeita e ainda, como se não bastasse, temente a Deus.
É o que dizem, e todo boato tem um fundo de verdade, como bem ensinava a finada Rosa Caracaxá.
O que mais espanta o ser vivente comum que mora na planície e nela vai morrer, é ver os das alturas praticando traquinagens sem que lhes seja aplicada qualquer correção.
E ainda se dão ao desfrute de ostentar onipotência, auréola de santo, virtudes celestiais.
O Brasil está torto e acabado.
Como bem me disse hoje cedo um amigo do peito, este sim, acima de qualquer censura, “não vai ficar ninguém”. Nem o porteiro vai ficar fora da rede”.
E o diabo é quem duvida.




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