Festa das Neves, monga e etc

Vem aí mais uma Festa das Neves. Eu já curti muito essa festa. Ela já foi um festão, como se diz lá em nós. Hoje é apenas mais um acontecimento a preencher o calendário festivo da Prefeitura. Perdeu a graça, perdeu o romantismo, perdeu a Bagaceira.

Já falei sobre isso incontáveis vezes. Hoje o assunto veio por falta de assunto.

Vocês hão de entender.

A política, que é o mote do dia, ficou chata. Qualquer coisinha que você diga aqui, melindra. E o melindrado vai à justiça. E a justiça mete multa no blogueiro. E o blogueiro se lasca todinho para pagar. Porque, se não pagar, fica sujo em tudo que é cartório,no  spc, no cadim, na gota serena, no fute do diabo, na baixa da égua e no mafuá de finado Zé Sobrinho.

Então, para não ficar parado, o jeito é dar jeito no que não tem jeito.

Esta semana se falou da morte de João Pessoa. Teve missa e lembranças. A solenidade deixou seu encanto no cemitério, com a morte de Wellington Aguiar. O professor Wellington ressuscitava João Pessoa com uma violência tão viva que o presidente botava a cabeça de fora e ficava dando xau pro povo lá daquela cripta construída para ele por Zé Maranhão.

Mas Wellington se foi para o outro mundo, levando com ele a graça da solenidade.

Antes dele já embarcara Nominando, o velho, com seu discurso anual cheio de poesia. Mocidade também deixou de ir. Sobrou Abelardinho, que, embora talentoso, é melhor cantando os Beatles do que fazendo discurso.

Ah, ia esquecendo, na Festa das Neves deste ano teremos a monga. A Prefeitura da Capital empenhou até o pinico do secretário para contratar a atração. A monga salvará a festa, garantem os entendidos, cansados dos shows ao ar livre  e dos cachorros quentes com cheiro de azeite de dendê encontrados nas barracas.

Mas não se esqueça: se aparecer algum candidato querendo pagar o lanche, não aceite. Pegue o dinheiro e volte correndo para casa.

Antes que o candidato, arrependido, mande seus bombados toma-lo de volta.

 

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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