Governador da PB nega que consórcio de governadores do Nordeste seja contraponto a Bolsonaro

[Governador da PB nega que consórcio de governadores do Nordeste seja contraponto a Bolsonaro]

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), negou nesta segunda-feira (29) que o consórcio formado por governadores do Nordeste tenha como objetivo se contrapor ao presidente Jair Bolsonaro.

Derrotado na região nas eleições do ano passado, Bolsonaro estaria retaliando os estados e privilegiando áreas onde venceu, denunciam governadores nordestinos e demais opositores. Nesta segunda, os governadores fazem reunião em Salvador para definir qual será o calendário de ações do grupo nos próximos meses.

“O consórcio não é para se contrapor a Bolsonaro. Ele existe para permitir que, diante da situação de paralisação do governo federal, a gente possa manter o nível de investimento. O consórcio foi concebido como uma forma moderna de viabilizarmos cada vez mais investimentos para a região”, afirmou Azevêdo em entrevista à imprensa durante chegada para o encontro, no Centro de Operações e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Ainda segundo o governador, outra pauta que será discutida na reunião é uma alternativa para suprir a falta de médicos nos estados, desde que os profissionais cubanos foram retirados do programa Mais Médicos.

“A partir do momento que há uma suspensão do Mais Médicos com médicos cubanos, várias áreas dos estados ficaram desprotegidas e descobertas”, lamentou.

O governador afirmou também que a animosidade gerada pelas declarações de Bolsonaro chamados governadores nordestinos de “paraíba” é página virada.

“Para os governadores, interessa ter uma relação republicana, de respeito, que os estados merecem. É isso que nós vamos buscar. O povo exige respeito do governo federal”, disse.

Obras perdidas
Azevêdo também atribuiu ao governo federal a perda de recursos para obras no Porto de Cabelo e a interferência para que as obras do VLT saíssem das mãos do estado para execução por parte da prefeitura de João pessoa.

“O próprio ministro [Tarcísio Gomes, da Infraestrutura] colocou para os investidores [do porto] de que a licitação, que é uma obra federal, seria feita em alguns dias. Recentemente, fui informado de que o recurso não seria mais disponível, de que houve uma determinação de que o recurso fosse utilizado no porto de Santos. Evidentemente, fica uma situação complicada, principalmente para os investidores que vão aportar R$ 100 milhões de investimento no porto”, comentou.

Ele ainda criticou o repasse do VLT para a prefeitura. “Nós não solicitamos do governo federal recurso para o VLT. Nós construiríamos com recursos próprios. O prefeito da cidade teve uma reunião com o presidente e, em uma disputa política pequena, foi decidido que o VLT passaria para a prefeitura, que, com todo respeito, não tem condição de fazer, porque não tem projeto e nem dinheiro para se fazer. É esse tipo de ação que não concordamos”, afirmou

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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