Hospital do Bem e o alento para as dores dos que não tinham esperança

Lembro como se fosse hoje: O governo do Estado anunciava a construção do Hospital do Bem, em Patos, e políticos que torciam contra diziam que isso nunca iria acontecer, que era tudo promessa.

A Paraíba padecia de duas coisas: de um tratamento digno aos pacientes de câncer residentes no sertão e de políticos confiáveis.

Ricardo Coutinho era o governador do Estado e autor da promessa.

Que terminou cumprindo, para desespero daqueles que torciam contra.

Fez o Hospital do Bem, inaugurou-o e hoje o sertanejo não precisa mais enfrentar 600 quilômetros de estrada para tratar seu câncer em João Pessoa.

E os resultados apresentados somente nestes cinco primeiros meses do ano são um atestado de que o sonho de Ricardo Coutinho deu certo.Somente entre janeiro a maio, o hospital registrou 1.433 atendimentos, 332 internações e 290 sessões de quimioterapia.

Dados do relatório de gestão dos primeiros cinco meses de 2019, mostram que o Hospital do Bem registrou 127 internamentos na Clínica Médica, 179 na Clínica Cirúrgica e 26 nos cuidados paliativos, mais 1.433 atendimentos nos setores de cirurgia oncológica (221), clínica oncológica (531), cirurgia plástica (29), urologia (139) e mastologia (252). Já a unidade que atende os casos de câncer mais incidentes na região, que são os de próstata, mama, colo de útero e pele, com a oferta de serviços de diagnóstico, tratamento ambulatorial com consultas médicas, cirurgias oncológicas e quimioterapia, realizou, nesse período, 290 sessões de quimioterapia.

Meus avós morreram de câncer,meus tios também. Não tinham como se deslocar à Capital do Estado e, sem o tratamento, foram engolidos pelo “sem jeito”, como é chamada a doença lá nas serras e grotas sertanejas.

Perdi um sobrinho para a leucemia. Ele tinha oito anos e lutou bravamente. Enfrentava, mês a mês, os 500 quilômetros que o separavam de João Pessoa para lutar pela vida no Laureano.

Se o Hospital do Bem já existisse naquele tempo, sua luta certamente não seria tão dura. Nem aconteceriam as tragédias das estradas, como aquela que vitimou a professora patoense Eugenia Fernandes, queimada viva sob os destroços da VAN que a levava a uma sessão de quimioterapia no Hospital Laureano da Capital.

 

2 Comentário On Hospital do Bem e o alento para as dores dos que não tinham esperança

  • Esse homem uma verdadeira máquina humana feita unicamente para o trabalho.
    Não tem blá, blá, blá…
    Uma Político que não busca palco, apenas trabalho e reverter cada centavo do contribuinte dentro do estado em beifeitorias para a população Paraibana.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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