Ministério Público Eleitoral pede a cassação de Luciano Cartaxo por abuso do poder econômico

Luciano Cartaxo teria usado a máquina administrativa nas eleições de 2016 (Foto: Walla Santos)

Por Redação

O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer pela condenação do prefeito Luciano Cartaxo (PV) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2016, devido à nomeação e manutenção nos quadros da administração do município de João Pessoa de servidores precários, não estáveis, contratados sob a denominação de “codificados”.

O promotor eleitoral João Arlindo Correia Neto, da 77ª Zona Eleitoral de João Pessoa, opinou pedindo a cassação do mandato e a inelegibilidade de Cartaxo.

O processo já se encontra com o juiz da 77ª Zona Eleitoral, Manoel Goncalves Abrantes, para decisão. Trata-se de uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) por “uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade”.

A investigação foi iniciada pelo promotor eleitoral à época, João Geraldo Barbosa. Segundo ele, a nomeação e manutenção de servidores precários poderia causar o desequilíbrio entre os candidatos a prefeito e a vereador nas eleições municipais de 2016.

Ele também viu indícios de que o Município de João Pessoa mantinha a contratação de servidores sem aprovação em concurso público e com vínculo precário, sob a denominação de “codificados”, o que, em tese, caracterizaria o uso da máquina pública para buscar benefícios a candidatos específicos, e tipificaria o abuso do poder político ou de autoridade, e do poder econômico.

  • Ao dar início à Aije, o Ministério Público Eleitoral entendeu que as condutas poderiam prejudicar a isonomia entre os candidatos e partidos concorrentes e a legitimidade do pleito de 2016

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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