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O Baú de Frutuoso

2 de janeiro de 2019


Frutuoso Chaves

BONS TEMPOS (com o perdão do termo) – Pois é, as coisas já foram melhores no lado de baixo da Linha do Equador. Esta imagem (não sei se colhida por Marinho, fotógrafo despachado pela sede, ou Pedro Luiz, da Sucursal Recife) resultou do pernoite enfadonho em frente ao Hotel Tambaú que, na ocasião, tinha no general Figueiredo o hóspede mais importante.

Raiado o Sol de 20 de agosto de 1982, o diligente fotógrafo d’O GLOBO fez o flagrante impresso na primeira página da edição do dia seguinte. Um general de camiseta e calção, com seu médico e dois seguranças parrudos, não impediram a aproximação para o clique quase à queima-roupa. Mérito (por assim dizer) de um sujeito que não escondia a preferência pelo cheiro dos cavalos, se comparado ao de gente. Lembram disso? É claro que faço a pergunta aos mais adentrados.

Os currais em que estive (assim denominadas as áreas reservadas a repórteres durante as visitas dos generais-presidentes Geisel e Figueiredo à Paraíba) não afastavam a imprensa por mais de dez metros. Quando algum deles decidia apertar mãos, ou afagar bebês estirados sobre os cordões de isolamento, podíamos, então, sentir o bafo mútuo. E era assim por todo o País.

Isso tudo me vem à memória ante as queixas de nomes importantes do jornalismo nacional escalados para cobrir a posse do Capitão. Ironicamente, partia deles o brado contra a ameaça à liberdade de imprensa não ocorrida em momento algum dos governos de centro-esquerda, assim tidos e havidos.

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1 Comentário

  • Reply SEVERINO CARLOS DE ANDRADE 2 de janeiro de 2019 at 11:17

    O general Figueiredo, se comparado com Bolsonaro e seus filhos – 01, 02 e 03 – era uma doçura em pessoa, um homem fino….

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