O novo decreto da Covid, anunciado como uma bomba, não passou de um traque | Blog do Tião Lucena

O novo decreto da Covid, anunciado como uma bomba, não passou de um traque

Das novas normas contidas no decreto do Governo do Estado de combate à Covid, chamou-me a atenção a dos novos horários de funcionamento dos bares: das 6 da manhã às 4 da tarde.

Com exceção do finado Assis Canário, não conheço ninguém que procure um bar às 6 da matina.

Assis fazia isso porque não dormia. Ficava vigiando o nascer do sol e, assim que o brilhoso botava seus raios pras bandas de Manaíra, ele saía de casa, ia ao Mercadinho Rabelo, comprava um tubinho de Tubarão por 1 real e 20 e ia degusta-lo na porta do Bar de João, na Pracinha do Skate, embora sabendo que João, por ter passado a noite em claro vendendo “todynho” à turma, só chegaria perto da hora do almoço.

Frustrei-me, não nego.

Proibiram umas coisas, mas deixaram outras sem proibição.

As escolas deixam de funcionar para os mais grandes, porém recebem as criancinhas.

E quem me garante que a criança, assintomática por natureza, não levará o vírus para casa depois da aula e o entregará de mão beijada à mãe ou ao pai ou a ambos?

E os shoppings abertos das 9 às 21?

E as academias funcionando, os halterofilistas suando, jogando gosma salgada nos vizinhos?

Sem contar aqueles que, por conta do esforço, peidam ao ritmo da maromba.

Tá certo, vai ter toque de recolher.

Mas isso não será novidade.

Ficar em casa após as 10 da noite é uma prática minha desde quando minha mulher assim determinou.

Estou achando que se apropriaram do decreto dela.

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