O presidente eleito de si mesmo
Após perder a eleição em Juru, Tota de Zé Clementino fugiu para Princesa, embriagou-se no Bar de Mirô Arruda, subiu numa cadeira e se autoproclamou chefe supremo do Executivo do Varonil Município de Juru. Alegou fraude nas urnas e anunciou que governaria do exílio, por correspondência.
Antes da derrota, já negociara as terras raras e as minas de cassiterita do município com Donaldo Trampa, especulador americano que visitara Juru para cortejar uma moça da família Tenório.
Mirô, preocupado com a conta, perguntou quem pagaria a cachaça.
— O governo legítimo! — respondeu Tota.
— Pois mande o legítimo pagar, porque o eleito já deu o calote!
Dizem que Tota pediu asilo nos Estados Unidos, onde encontrou outro brasileiro que também se julgava presidente eleito.
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