
_Por GILBERTO CARNEIRO_
ESTIVE no último domingo prestigiando a chegada da barca de Ricardo Coutinho, trazendo o povo para o Sindicato dos Bancários.
O ato relembrou o começo de tudo. Era como se o Ricardo do presente dialogasse com o Ricardo do passado, reforçando em nosso peito um sentimento meio adormecido de luta, confiança e determinação.
Não por coincidência, um pouco distante dali, em São Bernardo do Campo, acontecia outro evento: o de lançamento da campanha de Lula, ato sugestivamente denominado “Onde Tudo Começou”. E lá o LULA do presente também dialogava com o LULA das greves históricas e com o homem forjado na arte da sobrevivência.
Aqui, o evento foi marcado por apresentações culturais, como a dos Tabajaras, que reforçou a identidade de Ricardo com os povos indígenas e com todas as minorias sociais: população negra, comunidade LGBTQIA+, pessoas com deficiência, idosos e mulheres.
Mas não apenas. Estavam lá servidores públicos, professores, advogados, profissionais da saúde, psicólogos, assistentes sociais, motoristas de aplicativo, profissionais autônomos, trabalhadores em geral e, principalmente, O POVO.
Revi velhos amigos, antigos companheiros. A alegria em vê-los, ao mesmo tempo em que jubilou nossos corações, ativou nossas memórias, trazendo à tona como tudo começou: exatamente daquela forma, em meio às lutas de todas as lutas.
Naquele momento, percebemos o quanto valeu a pena estarmos vivos depois do tsunami que se abateu sobre nossas vidas nos últimos anos.
A ideia sobressalente deste evento maravilhoso é a do ajuntamento, das ideologias e dos objetivos comuns. Pouco importam as pequenas diferenças.
Ali, sem dúvidas, foi o verdadeiro RECOMEÇO.




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