opinião

Por que Moraes decretou a prisão preventiva de Bolsonaro Miguel Lucena

22 de novembro de 2025

Miguel Lucena

A análise dos fatos recentes levou as autoridades a considerar elevado o risco de obstrução à Justiça. O primeiro episódio foi a fuga do deputado Alexandre Ramagem, que, mesmo sem passaporte e proibido pelo STF de deixar o país, embarcou para os Estados Unidos.

A Polícia Federal classificou o ato como descumprimento direto de ordem judicial e indicativo de que outros investigados do mesmo núcleo político poderiam recorrer a estratégias semelhantes. O caso reforçou o entendimento de risco à aplicação da lei penal.

O segundo fato foi a convocação, pelo senador Flávio Bolsonaro, de uma vigília em frente ao condomínio Solar de Brasília, onde Jair Bolsonaro cumpria prisão domiciliar. Para a PF, a mobilização poderia criar ambiente de pressão e tumulto, dificultando o cumprimento de eventual sentença condenatória.

No STF, a iniciativa foi analisada como reprodução do modus operandi observado nos atos de 8 de janeiro de 2023, especialmente no que diz respeito à tentativa de constranger instituições e impedir a atuação regular da Justiça.

Você pode gostar também

3 Comentários

  • Reply Sugismundo Fraude 22 de novembro de 2025 at 16:13

    Faltou mencionar o 3° e, talvez, mais importante dos fatos: a tentativa do dito cujo de retirar a tornozeleita eletrônica, na calada da noite, sinalizando que bem intencionado não estava.

  • Reply Jose Tadeu de Melo 23 de novembro de 2025 at 07:54

    AI E INDAGA! PORQUE TENTAR DANIFICAR A TORNOZELEIRA ELETRÔNICA?

  • Reply Airton Calado- Campina Grande 23 de novembro de 2025 at 20:15

    Tem que ficar preso, até cumprir os 27 anos de prisão

  • Deixar uma resposta

    Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

    4