POR TRÁS DA CALVÁRIO – 8 | Blog do Tião Lucena

POR TRÁS DA CALVÁRIO – 8

 

POR AMANDA RODRIGUES

 

Sobre Fake News!

Chamam assim, mas eu chamo de maldade. Só quem já foi ou é vítima desse tipo de coisa sabe quão ruim e desgastante ela é. Um verdadeiro abalo emocional. Eu já fui vítima algumas vezes, das mais variadas coisas. Ricardo, nem se fala.

No final de 2018 um cidadão resolveu inventar que eu estava grávida, não sei de onde ele tirou isso, já que antes da audiência na justiça nunca o tinha visto. Se eu estivesse grávida, não teria problema algum. Seria uma felicidade e eu mesma daria a notícia aos meus. De repente você vê seu nome espalhado aos 4 cantos com algo extremante íntimo, mas mentiroso. Fiquei incomodada, e para ver se o rapaz não praticava esse crime com outras pessoas o processei.

Na audiência, ele teve a cara de pau de dizer que tinha indícios fortes da minha gravidez. Até onde eu sei,  apenas a grávida e seu companheiro podem ter esses indícios. Ele pagou umas cestas básicas para uma comunidade religiosa, mas não aprendeu nada com isso. Pouco tempo depois estava noticiando uma busca e apreensão falsa na minha casa.

A fake News pode vir de qualquer lugar, o intuito dela é te constranger e ridicularizar perante a sociedade. Outro dia apareceu uma notícia que minha loja vendeu Lustres de 500 mil reais. Desta vez a notícia foi espalhada por um parlamentar, eleito pelo povo para legislar, mas utilizando as prerrogativas da sua função para espalhar mentiras sobre as pessoas.

Essas ações são todas combinadas, gerenciadas por alguém. No caso da lava jato, com o vaza jato descobrimos que elas eram gerenciadas pelos acusadores, que fizeram escola no país e parece que a classe número um tá aqui na Paraíba.

O que dizer de uma “autoridade” que vaza uma foto da busca e apreensão da minha casa, a que aconteceu em dezembro, para um determinado “jornalista”? Ora, isso era sigilo.

Esses vazamentos são crime, praticados por quem diz estar exatamente combatendo ilícitos. O que dizer do vazamento de fichas de buscas e apreensão, com nomes de familiares, incluindo crianças? O que dizer de jornalistas chantageando pessoas, utilizando o nome de autoridades e prometendo blindá-las, isso mesmo, “blindá-las?

O jornalista afirma ter o poder de blindar o cidadão da operação, pois tem contatos com as autoridades. Se tem ou não tem, não posso afirmar. Não conheço nem um nem os outros. O que fica claro, é que, perderam a medida. Misturaram as funções, decidiram utilizar a imprensa para condenar antecipadamente, e isso terminou dando o direito de cada um se sentir o próprio investigador/ acusador. Isso é gravíssimo!

Da mesma forma que nos escondem informações importantes, recheiam nossos zaps de mentiras, essas devastadoras sobre a vida de outras pessoas. Esquecem dos trâmites e vão para os finalmente. É a execração pública e condenação antecipada de pessoas.

Quando eles te expõem em tv aberta numa audiência de custódia.

Quando eles permitem que jornalistas façam um corredor para te ver passar em um momento delicado desses, eles te chicoteiam em praça pública.

Poucos que passaram por isso terão a capacidade de esquecer.

Isso na Paraíba virou praxe, uma triste praxe. Comum deveria ser respeitar a constituição, acusar e julgar sem pessoalidade, dar acesso as provas e permitir um julgamento digno.

Eu espero do fundo do meu coração que quem está fazendo isso hoje, nunca passe por esse tipo de situação, porque eu tenho certeza que eles e suas famílias não terão capacidade de resistir. Nós passaremos!

Todas as vezes que o cansaço tenta me abater, lembro desse trecho de música “eu te levantarei, filho amado, filho querido, restituirei tuas forças e te atrairei a mim, e te darei minhas vestes, filho amado”. Isso é bem mais que culpados e condenados, isso é sobre gente, que tem direitos, e, se passar por processos judiciais, que sejam justos e corram sem espetáculo, sem pessoalidade, sem vazamento seleto, baseando não em delações, mas em provas. Sem se utilizar de recesso forense para prisão, recesso de carnaval para imposição de medidas cautelares e sem precisar passar um ano sendo humilhado e achacado pela imprensa para convencer a população do que querem, desconsiderando o direito ao contraditório.

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