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Porque hoje é sábado

11 de julho de 2026

1 – É madrugada e aqui estou, igual ao vaqueiro do prefeito perseguindo a vaca deitada de Zé Limeira:

“As quatro da madrugada

O vaqueiro do prefeito

Corre alegre e satisfeito

Atrás da vaca deitada

Deitada e bem apojada

Com a traseira pelo chão

A desgraça de Sansão

Foi trair Pedro Primeiro

Viva o aboio do vaqueiro 

Nas quebradas do sertão.

 

2 – Mas as coisas continuam acontecendo lá fora, seja noite, seja dia. O deputado Adriano Galdino, por exemplo, comentava ontem a performance de Maria Luiza Porto em direção ao mandato de Deputada Estadual. Adriano destacava que os amigos de Zé Maranhão estão votando em Maria. Desse jeito, Maria vem com votos para uma eleição oceânica, no dizer do seu pai, o desembargador Zeca Porto. O carisma de Maria faz a diferença.

 

3 – Por falar em Zeca Porto, o próximo presidente do Tribunal de Justiça, indagado em Patos na última quarta-feira quais seriam seus projetos à frente do Tribunal, Zeca respondeu: “Vamos continuar todos os projetos e realizações de Fred. A administração de Fred tem o reconhecimento e a admiração de todos. Não vamos mudar nada.” Quem sabe, sabe.

 

4 – Voltando à poesia, pois hoje acordei romântico, me vem à memória as saudosas e imorríveis lapadas de pé de balcão na bodega de Luizinho, sempre acompanhadas com uma loa, como esta:

“Valei-me Nossa Senhora

Caiu uma lagartixa

É carne que não se come

É couro que não se espicha

Caiu porque não tem asa

Senhora dona da casa

Pegue um pau

E mate a bicha.

 

5 – A gente versava até em matemática:

Quinze, catorze com treze

Doze, onze, dez e nove

Diz a lama quando chove

No riacho do granum

Bicho preto é o anum

Que no bico traz um vinco

Oito, sete, seis e cinco

Quatro, três, e dois e um.

 

6 – E os eróticos?

O velho Mané Sinhô

Estava nu do deserto

Dormindo de cu aberto

Um bicho veio e entrou.

Saiu e depois voltou

E acha-se dentro enterrado.

Dizem que o bicho é pelado

Não tem perna, mas tem pé

Carrega o zovo num saco

E na falta de um buraco

Costuma entrar pelo cu.

Fazendo uma indagação

Me diga Napoleão

O nome de tal vivente

Que entra no cu da gente?

Napoleão respondeu

Ora está duro, ora está mole

Vomita o que não engole

E fica triste quando come.

Eu não sei dizer seu nome

Mas já dizia a velha Chica

Se a capa for de pelica

Formada da natureza

Pode contar com certeza 

Que o nome do bicho é pica.

 

7 – E ainda tem essa:

Eu estava certo dia em São José

Escorado na entrada de um beco

Quando vi um jumento velho e seco

Agarrar uma burra canindé

Enfiou o cipó inté o pé

E ficou em cima mais de uma hora

E errou o lugar que o mijo mora

Chega a pobre da burra fez careta

Quando o bicho puxou a chapeleta

A roseta do cu ficou de fora.

 

8 – Voltando à Zé Limeira:

Quando eu era uma jumenta

No Vale do Piancó

O jumento de Creó

Vinha pega, mas não pega

Correu pra mais de uma légua

Bateu comigo no chão

Vinha um cavalo do cão

No bico dum avestruz

Para ser mãe de Jesus

Só Maria e outra não.

 

9 – Não poderia esquecer nessa madrugada o grande Lourival Batista:

Senti das paixões abalos 

e desesperos medonhos: 

sonhos, sonhos e mais sonhos 

sem poder realizá-los. 

Na fronte senti os halos 

das auras da juventude 

mas nunca tive a virtude 

de dormir entre dois seios. 

Não tive amores, sonhei-os 

mas possuí-los não pude. 

 

10 – E o velho Pinto do Monteiro?

O meu cavalo é dum jeito

Que nem o diabo aguenta,

Entra no mato fechado,

Toda madeira arrebenta,

Dá tapa em bunda de boi

Que a merda sai pela venta. 

 

11 – E agora lá se vão meus abraços sabadais para Salviano Leite, Dedé Veras, Inaldo Leitão, Raimundo de Doca, Chico Pinto, Zé Alan Abrantes, Johnsim Abrantes, Ranieri Abrantes, Manuel Abrantes, Aristeu Chaves, Fred Menezes, Aldo Ribeiro, Dedé de Genésio, Frederico Virgulino, Alisson Filgueiras, Ivo de Lindolfo e Zé Carlos Carneiro.

 

12 – E para terminar, um velso de Otacílio Batista, o Principe da Poesia:

           “Admiro o vagalume

            Voando ao morrer do dia.

            Desafiando a ciência

            Que o homem na Terra cria.

            Com um pisca-pisca na bunda

            Sem precisar bateria.”

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