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Porque hoje é sábado

1 de agosto de 2026

1 – Júnior Duarte quer lançar meu mais recente livro em Princesa. Não sei se vou, fiquei chateado com a proposta de certo pseudo líder intelectual da cidade que, no auge da sua arrogância literária, deu-se ao desfrute de esnobar uma proposta para lançar o livro dentro de uma programação de posse e, com ar de deboche, comunicou à comunidade acadêmica que eu iria lançar “um mói de livro” no dia posterior à festa que se realizaria para empossar “um mói de imortais”.

2 – Mas Júnior não integra o time, foi escalado na seleção radiofônica e jornalística, coisa que muitos “escritores” e “historiadores” não manjam, por isso fico no aguardo, quase aceitando, desde que não inventem de fazer lançamento em sobrados antigos ou palacetes transformados em saraus de boca de noite.

3 – Francisco Florêncio, o maior pensador de Princesa, de quem sou fã incondicional ele queira ou não queira, ficou de mandar seu mais novo livro para que eu me delicie tão logo acabe a leitura do sensacional livro de Glauce sobre seu marido Tarcísio Burity.

4 – Atenção, Cícero Lima, hoje vai ser na Torre, apareça se não for alma! Bibiu ficou de ir, depende do carro, que ainda está na oficina.

5 – Eu gostava de Johnnie Walker, passei a gostar de Cavalo Branco por causa de Hildeberto Barbosa, meu “ídalo”, o maior pensador vivo da Paraíba, cabra arretado que gosta de literatura e come cabeça de bode com miolo e tudo no Mercado Central.

6 – Ontem foi o aniversário de Antônio David, companheiro de velhas jornadas jornalísticas, cabra do Taperoá, ao lado de quem fiz reportagens memoráveis. Que ele seja eterno enquanto dure.

7 – Admiro fluência de Heron Cid, a análise sintática de Nonato Guedes,a seriedade de João Paulo Medeiros, os furos de Fabiano,a veia poética de Gonzaga Rodrigues, a inspiração em jorro de cataratas de Frutuoso Chaves, o enxerimento de Chico Pinto, o texto incomparável de Aldo Lopes, a beleza de Marília Arnaud, a eterna juventude de Abelardinho Jurema e o inquestionável talento de Zé Nunes.

8 – Sem contar a inesgotável inspiração histórica de Zé Octávio, o jeito manhoso de Evandro Nóbrega, o incomparável intelecto de Zé Duarte, as crônicas com gosto de doce de leite de João Batista de Brito, as pesquisas de Rui Leitão, o baú de Ramalho Leite, a inspiração infinita de Gilvan de Brito e a imprescindível escrita de Damião Ramos Cavalcante.

9 – E o que dizer do poeta Vavá da Luz, do incomível Fábio Mozart, do gozador emérito Geordie Tampa de Furico Filho,  dos manos Lenilson e Linaldo Guedes, dos também manos Edmilson e Miguel, dos contos de Chico Lino, das histórias de Solha, dos dramas de Fernando Teixeira, da irreverência de Otacílio Trajano, da navalha sempre afiada de Albiege Fernandes, da análise profunda de Gilberto Carneiro e da incomparável felicidade de Marcos Pires!

10 – Tarcisio Pereira, de Guarabira, ficou sozinho para que eu pudesse dizer que o invejo. Aquele romance sobre o velório de João Pessoa deixou na poeira as experiências de Jorge Amado e Gabriel Garcia Marques. Tarcisio dá de dez a zero nos dois.

11 – E agora lá se vão meus abraços sabadais para severino Nunes, Pedro Macedo Marinho, Zeca Porto, Márcio Murilo da Cunha Ramos, Fred Coutinho, Fred Menezes, Aluizio Bezerra, Ricardo Vieira Coutinho, Chico Franca, Glauce Burity, Quinto de Santa Rita, Maurilio Batista, Zé Vieira, Kubi Pinheiro, Karina Tenório,  Marlene de Dosca e Ilva de Dominguim.

12 – Na favela Tabaca da Burra, o destemido candidato a vereador Uray, quis ganhar votos fazendo promessas mirabolantes.

  • Eu vou dar tijolo, telha, cimento, ferro e quando vocês levantarem o quarto, entro com a madeira.

Quase que é ele que leva madeira. No coco.

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