Porque hoje é sábado

1-Vendo essa insistência do Ministério Público Eleitoral em proibir as reuniões do Orçamento Democrático Estadual, lembro-me que o prefeito Luciano Cartaxo, candidatíssimo a governador, está fazendo tranquilamente o seu Orçamento Participativo pelos bairros de João Pessoa, sem ser importunado.

2-A pergunta que faço é esta: o pau que dá em Francisco , não teria que dar também em Chico? Porque o Orçamento do governador é semelhante ao do prefeito, é o mesmo que Tomé e Bebé, que lá e lô. Então é de não se entender essa posição de mão única, de uma via só, de uma só direção, de uma só pontaria.

3-Agora mesmo, diante da decisão do desembargador do Tribunal Regional Eleitoral, de negar a liminar pretendida pelo Ministério Público, por achar que o OD é um trabalho do Governo legal, previsto em lei etc e coisa e tal, o Ministério Público avisa que vai recorrer. Mas não tenho notícia de qualquer movimento direcionado ao OP da Prefeitura.

4 –Estou propenso a me candidatar a deputado federal pelo MDB para ter direito aos 1 milhão e meio oferecidos pelo partido aos seus postulantes.Com um dinheiro desses, com certeza compro um apartamento naquele belo edifício onde mora aquele ilustre mancebo que não tem emprego definido, mas nem por isso deixou de adquirir duas belas unidades.

5 – Andam me perguntando por que não trepliquei aquela figura bisonha que me atacou na sua réplica. Não o farei por um motivo muito simples: não dou cartaz a figura bisonha.

6 – Cento e cinco anos de Seu Pereira, pai de Pereirinha, Pereirão e de Expedito Pereira. Em Bayeux a pereirada fez festa até umas horas. A família, que é muito unida, ficou mais unida ainda em torno dessa baraúna que passou de um século e não perdeu a lucidez.

7 – Um café a menos no Manaíra Shopping.E a turma da Confraria com um lugar a menos para suas reuniões de fins de tarde.

8 – Prefeito e primeira dama de Patos processados por uso indevido do carro oficial. Aqui pra nós, uma bobagem, pois tem coisas mais sérias e urgentes merecendo investigação por aí.

9 – Alguém me disse que o pobrezinho tem flats e apês em nome de laranjas. Até quis me dizer o nome de uma dessas frutas, mas eu reneguei, me benzi e virei os zuvidos para as bandas de Pirpirituba.

10 – Por que ninguém reclama do prefeito, que com duas leis dedicadas aos autistas, não as pôs em prática? Será que os hoje solidários com as pobres crianças estão mesmo preocupadas com elas ou empenhadas em fazer politicagem?

11 – E agora lá se vão meus abraços sabadais para José Tarcisio Fernandes, Ana Lúcia Ribeiro Coutinho, Marizete Fernandes, Maria Eleika Correia do Amorim, Maria de Fátima Ventura, Aparecida Cida Ramos, Aguinaldo Almeida, Cristiano Machado, Marcos Tavares, William Costa, Wilma Galdino, Tereza Solano, Nilda Gondim, Maria de Fátima Bezerra Cavalcante,Vera de Bananeiras,Vania de Alfredo, Alfredo de Vânia e Rita de Chico Pinto.

12 – A última campanha disputada pelo líder populista Severino Cabral, foram às eleições municipais de Campina Grande, ano 1968. Chamado de “pé de chumbo”, Cabral tinha uma tarefa difícil: enfrentar dois jovens candidatos. Um representando o Argemirismo, o Tribuno Vital do Rego, sobrinho do Senador Argemiro de Figueiredo. O outro, a juventude e os movimentos estudantis, Ronaldo Cunha Lima. Destemido, Seu Cabral foi à luta. Visitou quase todas as casas dos bairros populares de Campina Grande. Sempre espertos, os eleitores aguardam esta oportunidade, para fazerem seus “pequenos” pedidos. Telhas, tijolos, cimento, roupas, óculos e dentaduras representavam a demanda dos candidatos. Não se falava em dinheiro naquele tempo. O eleitor era “agradado” com coisas simples e materiais. Fechadas as urnas, iniciaram-se as apurações. Quatro longos dias de ansiedade e angústia. No segundo dia, Seu Cabral sempre na frente na marcha das apurações (porém perdeu no final), estava trancado em casa, analisando a evolução dos mapas, ao lado do seu Vice, o saudoso Raimundo Ásfora. Bateram insistentemente na porta. Atenderam. Era uma mulher. Seu Cabral? Não está. Quase meia noite, abriu a porta, para que todos saíssem. A mulher ainda estava lá. Seu Cabral atendeu. “O senhor lembra-se de mim… Esteve lá em casa e me prometeu um milheiro de telhas…” Sei Vou atender. A Semana vindoura…” “Mas Seu Cabral, sou pobre como o Senhor viu, três filhos, o marido paralítico em cima de uma cama, que só mexe com o pescoço…” Seu Cabral olhou bem para a mulher, e percebeu que ela estava grávida. “E este buchinho? “Indagou Cabral. A mulher respondeu: “Foi uma melhorazinha que o pobre teve”. Fato testemunhado e narrado pelo ex-Deputado Antônio Augusto Arroxelas.”

7 Comentário On Porque hoje é sábado

  • Tiao quantas vezes você já foi chamado de babão?

  • Jorlânio de Miranda Pimentel

    Bom dia!
    Caro Tião Lucena,

    Há um tempo atrás, teve um artigo publicado aqui no blog sobre um saudoso delegado, o Tenente Miranda. Gostaria de ler este artigo. Se possível me disponibilize, pois sou neto do delegado em questão. Tenho vontade de conhecer as histórias do meu avô, caso tenha mais, também me interessam. Já escutei muitas histórias e cada vez desperta a curiosidade em saber mais e mais.

    Desde já agradeço

    Att,

    Lanno Miranda

  • Pois é, AUTISTA tem pai, mãe, familiares, portanto TẼM VOTOS. Só que duvido muito que tenha algum parente de autista que não
    seja bem consciente das manipulaçoes oportunistas, e que não saiba que na luta do dia-a-dia o apoio que recebem é muito
    pouco, eu diria ZERO! De que adianta lei que não é colocada em prática? Que não beneficia o público alvo?

  • – O p m d b tá comprando os próprios deputados para que eles sejam candidatos.
    – Se assim não fizer vai ficar isolado.
    – Faça o que fizer, vai ser derrotado fragorosamente, afinal é o p.m.d.b – GOLPISTA – de TEMER.

  • Kkkk!

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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