opinião

Qual a razão para o ataque covarde de Ricardo Barbosa a Gervásio Maia?

12 de setembro de 2019

Por Flávio Lúcio

Um dos alvos do deputado estadual Ricardo Barbosa, no discurso que proferiu no plenário da ALPB contra este que vos escreve ,foi Gervásio Maia, a obsessão da mais nova corrente política do estado, o azevedeanismo.  Segundo Barbosa, meus textos começam por “sinalizações” do deputado federal do PSB.

O deputado Ricardo Barbosa só mostra que não me conhece nem um pouco. Primeiro, porque eu comecei a escrever mais sistematicamente sobre política em 2009, quando criei meu primeiro blog, o Pensamento Múltiplo.

Desde então, deputado, jamais aluguei minha pena a quem quer que seja, e por nenhum valor. E a razão disso é minha verdadeira incapacidade de me moldar às circunstâncias, como sempre fez o senhor.

Como eu lembrei ontem, não faz muito, o senhor era só bajulação a Ricardo Coutinho; hoje, porque resolveu servir a não sei qual projeto, trabalha vergonhosamente para transformar a grande vitória de 2018 numa derrota para o ex-governador. E a única mudança verificável até agora foi que a caneta que Ricardo usava mudou de mãos – ainda tenho dificuldade de acreditar que João Azevedo vai cair nesse conto do vigário.

Dito isso, faço-lhe um desafio, deputado: já que o senhor agora “governa” a Paraíba a não sei quantas mãos, sugiro que vasculhe algum emprego que me tenha sido oferecido, em qualquer governo, no atual ou nos anteriores, a mim ou a algum familiar meu, em troca de “opiniões”.

GERVÁSIO MAIA

Sobre Gervásio Maia, saiba que fiquei muito honrado com o convite que ele me fez para assessorá-lo – sobretudo depois desses pouco mais de oito meses de uma atuação parlamentar que é razão de orgulho para seus eleitores e para todo paraibano preocupado com uma atuação que olha em primeiro lugar o interesse dos mais pobres, dos desprotegidos, dos trabalhadores, da soberania e da economia nacionais.

A atuação de Gervásio durante os debates e as votações da Reforma da Previdência, que custará, pelo menos, mais 10 anos de trabalho e contribuição, sobretudo aos trabalhadores que começam a trabalhar mais cedo, foi o cartão de apresentação de Gervásio Maia ao Brasil. Gervásio não se escondeu com medo de um presidente autoritário, entreguista e anti-povo.

Eu não gosto de atribuir determinados comportamentos políticos à inveja, mas a postura de Gervásio nesse imbróglio do PSB mostra que ele foi, entre os muitos erros nesse quesito, uma das mais acertadas apostas de Ricardo Coutinho durante o seus oito anos de governo. Eu sei que falo para ouvidos moucos nesse assunto, mas lealdade se paga com lealdade, deputado. 

Por isso, é mais uma de suas atitudes covardes querer relacionar meus textos ao único deputado do PSB no estado, o que não é só uma injustiça com Gervásio, mas uma mentira.

Durante a primeira conversa que tive com Gervásio Maia, informei-o sobre meu hábito de escrever sobre política e que isso poderia, em algum momento, causar-lhe algum constrangimento. E que continuar escrevendo com a liberdade que sempre tive era a condição para que eu aceitasse o convite. E Gervásio concordou.

Em seu discurso, o senhor vai além e diz que a publicação dos meus textos se deve ao fato de eu “circundar na folha do deputado Gervásio Maia”.

Faço-lhe outro desafio: encontre qualquer centavo recebido por mim, até agora, da Câmara dos Deputados, que eu lhe peço perdão, de joelhos, no mesmo local onde o senhor fez o discurso de ontem me atacando.

Se o senhor tivesse um mínimo de compromisso com a verdade, consultaria a página da Câmara na internet para evitar ser tratado como mentiroso. Lá estão listados os assessores de todos os deputados, com suas respectivas remunerações. No meu caso, eu só passei a figurar entre eles a partir do dia 09/09, portanto, há apenas dois dias.

Por fim, deputado Ricardo Barbosa, o senhor não está diante do espelho. Eu tenho 52 anos e, desde que me conheço por gente, sou um homem de esquerda.

Desde estudante secundarista que dedico meus esforços políticos e intelectuais à causa da mudança nessa sociedade cheia de misérias, que é a nossa. Nesses anos, tive a oportunidade de me deparar com o melhor e o pior da política.

E devo lhe adiantar uma constatação sobre isso: em grande medida, o Brasil não muda porque gente como o senhor ainda é eleita para os parlamentos. Gente conservadora, individualista, que não pensa na situação do povo, que trabalha dia-e-noite para preservar o status quo, a desigualdade social e de oportunidades.

Mas, deputado, o Brasil caminha de novo para a mudança, queira ou não o senhor. A roda continua girando, e essa mudança já começou.

E se João Azevedo vai continuar a caminhar conosco eu já não sei, espero que sim. Caso contrário, será mais um entre tantos que desceram desse trem para serem esquecidos pela história.

No seu caso, deputado, o senhor nunca entrou nesse trem, nunca foi mesmo nosso companheiro de viagem

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5 Comentários

  • Reply JOÃO ANDREI DANTAS 12 de setembro de 2019 at 22:41

    Bota pra lascar Tião, tribuna da “Casa do Povo” deve servir para discutir as mazelas do povo e as soluções para elas, não para furticas bestas e pequenas que só diminuem a cada dia quem as profere.

  • Reply Adenilson 13 de setembro de 2019 at 05:37

    Caro Tiao, esse deputado é tudo que vc falou E muito mais, por isso que os Cunha Lima nunca deram oportunidade a ele sempre trataram como serviçal. Continue seguro na sua caminhada, todo mundo sabe do seu carácter.

  • Reply Chico 13 de setembro de 2019 at 07:06

    Texto nota 10 esse deputado sempre foi da cozinha dos Cunhas Limas, que sempre o usou para defendê-los outro que precisa se explicar é Hervasio Bezerra porque o filho também se posicionou contra Ricardo ser presidente do partido

  • Reply Aldo 13 de setembro de 2019 at 08:24

    Parabéns Tião. Preguemos a união, pois esse projeto girassol tem dado muito certo neste estado tão estraçalhado por políticos anteriores. Abra os olhos João

  • Reply Emmanoel do Nascimento Costa 13 de setembro de 2019 at 20:51

    Gervásio Maia têm sido correto com o povo na Câmara Federal não é covarde.Espero que o eleitor não seja ingrato.

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