Qual a razão para o ataque covarde de Ricardo Barbosa a Gervásio Maia?

Por Flávio Lúcio

Um dos alvos do deputado estadual Ricardo Barbosa, no discurso que proferiu no plenário da ALPB contra este que vos escreve ,foi Gervásio Maia, a obsessão da mais nova corrente política do estado, o azevedeanismo.  Segundo Barbosa, meus textos começam por “sinalizações” do deputado federal do PSB.

O deputado Ricardo Barbosa só mostra que não me conhece nem um pouco. Primeiro, porque eu comecei a escrever mais sistematicamente sobre política em 2009, quando criei meu primeiro blog, o Pensamento Múltiplo.

Desde então, deputado, jamais aluguei minha pena a quem quer que seja, e por nenhum valor. E a razão disso é minha verdadeira incapacidade de me moldar às circunstâncias, como sempre fez o senhor.

Como eu lembrei ontem, não faz muito, o senhor era só bajulação a Ricardo Coutinho; hoje, porque resolveu servir a não sei qual projeto, trabalha vergonhosamente para transformar a grande vitória de 2018 numa derrota para o ex-governador. E a única mudança verificável até agora foi que a caneta que Ricardo usava mudou de mãos – ainda tenho dificuldade de acreditar que João Azevedo vai cair nesse conto do vigário.

Dito isso, faço-lhe um desafio, deputado: já que o senhor agora “governa” a Paraíba a não sei quantas mãos, sugiro que vasculhe algum emprego que me tenha sido oferecido, em qualquer governo, no atual ou nos anteriores, a mim ou a algum familiar meu, em troca de “opiniões”.

GERVÁSIO MAIA

Sobre Gervásio Maia, saiba que fiquei muito honrado com o convite que ele me fez para assessorá-lo – sobretudo depois desses pouco mais de oito meses de uma atuação parlamentar que é razão de orgulho para seus eleitores e para todo paraibano preocupado com uma atuação que olha em primeiro lugar o interesse dos mais pobres, dos desprotegidos, dos trabalhadores, da soberania e da economia nacionais.

A atuação de Gervásio durante os debates e as votações da Reforma da Previdência, que custará, pelo menos, mais 10 anos de trabalho e contribuição, sobretudo aos trabalhadores que começam a trabalhar mais cedo, foi o cartão de apresentação de Gervásio Maia ao Brasil. Gervásio não se escondeu com medo de um presidente autoritário, entreguista e anti-povo.

Eu não gosto de atribuir determinados comportamentos políticos à inveja, mas a postura de Gervásio nesse imbróglio do PSB mostra que ele foi, entre os muitos erros nesse quesito, uma das mais acertadas apostas de Ricardo Coutinho durante o seus oito anos de governo. Eu sei que falo para ouvidos moucos nesse assunto, mas lealdade se paga com lealdade, deputado. 

Por isso, é mais uma de suas atitudes covardes querer relacionar meus textos ao único deputado do PSB no estado, o que não é só uma injustiça com Gervásio, mas uma mentira.

Durante a primeira conversa que tive com Gervásio Maia, informei-o sobre meu hábito de escrever sobre política e que isso poderia, em algum momento, causar-lhe algum constrangimento. E que continuar escrevendo com a liberdade que sempre tive era a condição para que eu aceitasse o convite. E Gervásio concordou.

Em seu discurso, o senhor vai além e diz que a publicação dos meus textos se deve ao fato de eu “circundar na folha do deputado Gervásio Maia”.

Faço-lhe outro desafio: encontre qualquer centavo recebido por mim, até agora, da Câmara dos Deputados, que eu lhe peço perdão, de joelhos, no mesmo local onde o senhor fez o discurso de ontem me atacando.

Se o senhor tivesse um mínimo de compromisso com a verdade, consultaria a página da Câmara na internet para evitar ser tratado como mentiroso. Lá estão listados os assessores de todos os deputados, com suas respectivas remunerações. No meu caso, eu só passei a figurar entre eles a partir do dia 09/09, portanto, há apenas dois dias.

Por fim, deputado Ricardo Barbosa, o senhor não está diante do espelho. Eu tenho 52 anos e, desde que me conheço por gente, sou um homem de esquerda.

Desde estudante secundarista que dedico meus esforços políticos e intelectuais à causa da mudança nessa sociedade cheia de misérias, que é a nossa. Nesses anos, tive a oportunidade de me deparar com o melhor e o pior da política.

E devo lhe adiantar uma constatação sobre isso: em grande medida, o Brasil não muda porque gente como o senhor ainda é eleita para os parlamentos. Gente conservadora, individualista, que não pensa na situação do povo, que trabalha dia-e-noite para preservar o status quo, a desigualdade social e de oportunidades.

Mas, deputado, o Brasil caminha de novo para a mudança, queira ou não o senhor. A roda continua girando, e essa mudança já começou.

E se João Azevedo vai continuar a caminhar conosco eu já não sei, espero que sim. Caso contrário, será mais um entre tantos que desceram desse trem para serem esquecidos pela história.

No seu caso, deputado, o senhor nunca entrou nesse trem, nunca foi mesmo nosso companheiro de viagem

5 Comentário On Qual a razão para o ataque covarde de Ricardo Barbosa a Gervásio Maia?

  • Bota pra lascar Tião, tribuna da “Casa do Povo” deve servir para discutir as mazelas do povo e as soluções para elas, não para furticas bestas e pequenas que só diminuem a cada dia quem as profere.

  • Caro Tiao, esse deputado é tudo que vc falou E muito mais, por isso que os Cunha Lima nunca deram oportunidade a ele sempre trataram como serviçal. Continue seguro na sua caminhada, todo mundo sabe do seu carácter.

  • Texto nota 10 esse deputado sempre foi da cozinha dos Cunhas Limas, que sempre o usou para defendê-los outro que precisa se explicar é Hervasio Bezerra porque o filho também se posicionou contra Ricardo ser presidente do partido

  • Parabéns Tião. Preguemos a união, pois esse projeto girassol tem dado muito certo neste estado tão estraçalhado por políticos anteriores. Abra os olhos João

  • Emmanoel do Nascimento Costa

    Gervásio Maia têm sido correto com o povo na Câmara Federal não é covarde.Espero que o eleitor não seja ingrato.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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