Se essa vida é um desmantelo, nada tenho a ver com isso: estou vivo!

1BERTO DE ALMEIDA

1 – Paulo

# –  A mudança se deu no dia 20 de novembro do ano passado. Pausa.  Nem sei o que fazia nesse dia e hora em que Paulo Mariano trocou de roupa e se mudou para outra cidade. Dormia. Acho.  Sei que se deu numa terça-feira. Mas, para não mostrar que o tempo não raras vezes coloca o pé no caminho da nossa memória, socorro-me deste “Espaço Tião” para ser mais preciso.  E serei:   o relógio marcava 23 horas.  Agora, nos despedindo a cada pulo do ponteiro do relógio do tempo, daqui a poucos meses estará fazendo um ano que o nosso bom guerrilheiro Paulo Mariano foi morar noutra cidade.

 

B – Mariano

# – Hoje, manhãzinha logo cedo, como sempre acontecia, imaginei a sua – dele – entrada em minha sala de trabalho, a barba fora do molho, livre, vez que Paulo nunca teve assombro (sic) com nada, dizendo “Vim trazer mais uma lembrança minha para esse Malabarista de palavras”. Era um ou dois livros de sua vasta seara literária matuta, que aprendi a gostar de ler. Lembrei então das mal-traçadas que espalhei sobre um de seus últimos presentes, esse que no futuro ainda dele falarei, “Água de chocalho”. Li-o (gostei) de uma só tirada! Uma só lapada!  Logo em seguida, rápido no gatilho das palavras, sacando mais rápido que os bandidos da memória, escrevi:

 

E – Paulo e ainda…

# – “Os causos contados em seu “Água de Chocalho” são escritos como quem conta um filme de bang-bang ao colega de infância. Os gestos do artista no sacar do revolver, a rapidez, o olhar fixo no movimento das mãos do bandido, sua – do bandido – cara de mau.  Não tem nada daqueles filmes chatos de arte em que o espectador – “Depois daquele beijo” – sai do cinema sem saber se a bola invisível caiu dentro ou fora da quadra.

 

R- Mariano

# – “Leio os “causos” de Paulo Mariano sem pressa. Todos contados como se o contador estivesse no quintal de casa, deitado numa rede preguiçosa,   sob  uma mangueira grávida de belas mangas espadas,  Os causos de Paulo são contados de uma  forma tão natural,  que mesmo não sendo o leitor nascido e criado na sua distante Princesa Isabel, o seu quintal, esse que bem cantado é o quintal do mundo, como é o caso deste Malabarista de Palavras que nasceu e continua sendo criado na sua – minha – República Independente da Jaguaribe,   sente-se também morador dele”.

 

T – Hélio Costa

# –  em casa, ainda de “molho do coração”, mas sem a barba nesse, pois não tenho andado somente desconfiança, embora desconfiando de tudo, recebi, via zap-zap, um excelente vídeo do multimídia (gosto mais de “artistamigo”) Hélio Costa, esse bom sujeito que faz história escrevendo as histórias dos artistas parahbanos. Não sou um artista. Vou logo acrescentando. Mas o Hélio fez um belo e sucinto documentário sobre este Malabarista de palavras que arrepiou.  O personagem nem tanto, o vídeo, porém, ficou arretado de bom.  Tá lá no You Tube. Assim como muitos tem o tempo certo da piada e do silêncio, Hélio Costa sabe o tempo certo de um Documentário. Um dia, esse não muito distante, ouvindo falar nele e ele conhecendo (assim mesmo), verão que Hélio Costa é um documentarista que está entre os melhores que esta terra fez brotar. Se fiquei ancho? E botem acho nisso

 

O –  O gol contra de Tite

# -não assisti a partida entre Brasil x Peru. Por quê?  Ora bolas! Porque apesar de ter vivido um bom tempo dentro das “quatro linhas”, como dizem os nossos doutos narradores (Deu meu!), achei que seria uma “barbada”.  E foi.  Zebra?  Não acreditava.  Assim mesmo como não acredito no que dizem o Zé Dirceu e Onyx Lorenzoni. Pois bem. Hoje, manhãzinha, Tite posando de “Salvador da Pátria”, com aquele chatíssimo ar professoral, soube que ele não cumprimentou o Presidente do Brasil, presente nesse evento esportivo. Deu-lhe as costas.  Ele e o medíocre zagueiro Marquinho deram. Vou logo dizendo: não votei no Bolsonaro. Satisfeitos? Pronto. Agora me deixem concluir.

Se aplaudi a atitude dos dois? Nem vou. Não é pela falta de respeito ao Presidente eleito democraticamente, isso mesmo, democraticamente. Mas, por essa falta ao que representa esse cara grosso, o mesmo que acabou de comparar o Brasil a uma donzela qualquer, virgem ou não – pouco importa –  que todo tarado gostaria de meter o pau. Um idiota?  Tudo bem.  Também acho. A comparação não caberia nem cabe. Mas, nesse momento, o chato Tite não soube separar as coisas.  Eu, sinceramente, mesmo não gostando do Bozo, essa atitude do Tite fez com que eu passasse a gostar – nunca gostei, serei sincero – ainda menos dele. Melhor: deles, do “professor de fancaria” e do medíocre zagueiro.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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