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Ada apanhava do marido, mas escondia da família, principalmente do tio Joaquim, tido como esquentado.
Um dia, porém, não teve como esconder. O hematoma no rosto denunciava, pó nenhum deu jeito e o jeito foi contar.
Disse que começou a apanhar na lua de mel e de lá para cá era surra dia sim, dia não.
Joaquim foi ao marido, revelou que já estava sabendo de tudo, avisou que não estava disposto a tolerar nova agressão, Juca ouviu, mas a advertência entrou por um ouvido e saiu pelo outro.
Uma semana depois da conversa, Joaquim chegava na casa da sobrinha e assistia, ao vivo e a cores, Juca dando em Ada.
E assim que o tabefe derrubou a sobrinha no cimento frio da sala, uma bala certeira derrubou o valentão.
Morreu e foi enterrado com muito choro e lamentos.
Só Ada não chorou.




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