Só tocando fogo

Dia desses, o advogado Antonio de Pádua queimou seus livros de Direito. Houve quem não gostasse do protesto desse corajoso piancoense, mas eu gostei. Não há como não gostar. Pádua expressou o descontentamento do brasileiro com parte do Judiciário.

A coisa está feia.

O país virou de cabeça pra baixo.

O caso Lula é o exemplo mais claro. Não podemos mais confiar numa justiça que condena sem provas e absolve bandidos.

Uma justiça que acolhe um juiz rebelde, que descumpriu uma ordem superior e desmoralizou um desembargador que decidiu dentro de suas prerrogativas, não pode ser a justiça ideal.

Um juiz de primeira instância, de férias, prega a desobediência a uma ordem superior e não acontece nada com ele.

Já o desembargador, que no seu plantão representava o presidente do Tribunal, está denunciado pela Procuradora Geral da República junto ao CNJ porque acolheu um pedido de habeas corpus em favor de Lula.

Ninguém ainda observou o detalhe: O soldado mandou no cabo, o cabo deu uma rabissaca para o general e no frigir dos ovos, o mais graduado se lascou.

Por tudo isso, me tornei adepto da queima de livros feita por Antonio de Pádua.

Eu vou queimar os poucos que tenho. E, de quebra, tocar fogo na minha carteirinha da OAB.

5 Comentário On Só tocando fogo

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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