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Tiro ao alvo, “uma faca de dois legumes”

2 de setembro de 2026

Certa vez fiz um curso de tiro em Bayeux e, todo ancho, resolvi demonstrar o aprendizado ao meu filho Felipe. Juntos fomos a um lugar ermo de Jacumã e, lá, escolhi um outdoor enorme como alvo. Atirei de uma distância de seis metros, errei. Encurtei para três, errei de novo. Irritado, encostei o cano da pistola no cartaz, apertei o gatilho  e voltei a errar.

Não adianta curso, quem não nasceu para ser atirador, morre errando. E na afoiteza de possuir uma arma, termina morrendo, porque o oponente não erra.

A política de desarmamento está certa, não funciona entregar arma a um leigo para se defender. Primeiro porque, por mais que treine, não saberá usá-la na hora da emoção. E segundo, porque, ao apertar o gatilho, ou atira para o céu ou acerta no dedão do pé.

A população deve ser protegida pela Polícia, ela está aí para isso. Se o sistema de segurança não funciona, a culpa deve ser debitada na conta do Governo, que tem obrigação de oferecer ao povo uma polícia ativa, eficiente e valente. Nada de entregar revólver a quem não nasceu para a pistolagem.

Tampouco deve o Governo dar dinheiro público a entidade privada que ganha dinheiro ensinando os outros a usar arma de fogo. O dinheiro público é para ser empregado em coisas que façam o bem. Se algum deputado se sente no direito de ajudar uma escola de tiros, que o faça com o seu salário, jamais com o meu dinheiro.

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2 Comentários

  • Reply Carlos 2 de setembro de 2026 at 18:13

    Parabéns tião. O povo é sem noção. Precisamos de saúde, educação, comida, etc.

  • Reply Airton Calado- Campina Grande 3 de setembro de 2026 at 15:50

    E o povão ainda eleje pessoas assim, lamentável e o golpe está em curso

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