Risível a tese do advogado que defende o agressor de Ricardo, a de que ele portava uma peixeira para suas atividades diárias.
O sujeito chega a uma concentração política, à noite, com uma faca na cintura, provoca o dono da festa, ofende, denigre, calunia e só não partiu para os finalmente porque foi contido e preso, mas para o advogado a peixeira não era ameaça a ninguém.
Será que o homem, de camiseta e enfurecido, portava a arma branca para desencravar uma unha ou cortar fumo de rolo para fazer um cigarro?
O cara demonstrava estar com sede de sangue, doido para enfiar a faca em quem o contrariasse. A cara é de ódio, as palavras são de provocação, a peixeira estava até sem bainha para facilitar o uso.
O advogado precisa encontrar outro argumento. O que ele apresentou não mereceu crédito nem mesmo dos que, em tese, navegam no mesmo barco do seu constituinte. Não foi à toa que o senador Efraim Morais, bolsonarista de quatro costados, foi à público repudiar a agressão.




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