As primeiras do dia

O  pre candidato  a governador pelo Partido Verde, Lucélio Cartaxo, deve ter levado uns bons puxões de orelhas dos seus conselheiros políticos, como corrigenda pelas besteiras que andou dizendo sobre a Cagepa durante uma entrevista à Rádio Espinharas de Patos.

**

Respondendo a uma indagação sobre que tratamento daria à empresa no seu Governo, Lucélio anunciou que se chegasse ao Palácio da Redenção, dispensaria uma atenção especial à Cagepa, porque, segundo ele, ela é deficitária.

**

Foi aí onde ele se lascou: a empresa não é deficitária. Segundo o presidente Hélio Cunha Lima, a Cagepa teve superávit de R$ 65 milhões em 2017.  A mesma coisa foi dita pelo Sindicato dos Trabalhadores . E tanto o Sindicato, quanto o presidente, afirmaram com todas as tintas que o pre candidato deu as declarações por ser desinformado.

**

Embora tenha começado na vida pública, como disse em discurso inflamado, aos 10 anos de idade, o doutor Lucélio pisou na bola e provou que nem todo começo precoce é bom.

**

Falar em Lucélio e falar no irmão dele, será que ambos estão sabendo dos contatos de determinado candidato ao Senado com prefeitos? Pelo menos dois prefeitos foram procurados pelo misterioso pretendente e a estes o dito cujo teria pedido votos para o Senado, sem se empenhar em conquistar apoios para o candidato a governador.

**

Ao informarem que estariam com João Azevedo, os prefeitos ouviram: “Mas não esqueçam que há duas vagas para o Senado”.

**

**

Urubus de duas pernas e sem asas estavam cabalando votos dos apoiadores de Romulo Gouveia durante o enterro do próprio. Isso, sim , é falta de respeito. Não deixaram nem mesmo o corpo descer ao chão e já partiam, esfomeados,sobre  seu espólio eleitoral. Havia um que acendia os buracos do nariz e ria de uma orelha a outra, pensando em como ficou fácil a sua eleição para federal.

**

Esta é a segunda vez que Marcondes Gadelha, na condição de suplente, assume o mandato de deputado federal em razão da morte do titular. Na primeira vez, o morto foi o deputado Adauto Pereira.

**

Mesmo preso, Lula lidera de cabo a rabo as pesquisas para presidente.

**

Já sem Lula… Viuge!

**

Começou a chover.

**

E lá vou eu.

4 Comentário On As primeiras do dia

  • Será que o senador Raimundo Lira disse mesmo isso: “De acordo com o senador, Eva Gouveia sendo a presidente do PSD paraibano
    significaria “uma homenagem e um reconhecimento à luta e ao trabalho de Rômulo Gouveia em favor da Paraíba, e um
    reconhecimento à capacidade e inteligência da mulher paraibana”. ( Fonte; Paraiba online)
    Se é mesmo verdade, então, ele acabou de perder um “cavalo selado”.

  • Temer sincerão: ‘O Brasil voltou, 20 anos em 2’.
    14 de Maio de 2018 por esmael

    ichel Temer tem seu marqueteiro herdado da época de D. Pedro I, só pode. A propaganda do Vampiro Neoliberalista é um primor. ‘O Brasil voltou, 20 anos em 2’.
    Era uma tentativa de comemoração dos dois anos do golpe de Estado, ocorrido em 12 de maio de 2016, que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff. O evento comemorativo da data, no entanto, será nesta terça-feira (15) em Palácio do Planalto.
    Há quem calcule que a marcha à ré no Brasil foi ainda maior, pré-revolução de 1930. A reforma trabalhista aprovada pelo corrupto governo Temer é exemplo disso. Reintroduziu-se no país o trabalho semiescravo, o trabalho insalubre para mulheres gestantes e lactantes; congelou-se por 20 anos os investimentos na saúde e na educação; tenta-se agora pôr fim nas aposentadorias.
    Temer foi sincerão. Nas contas dele e de seu marqueteiro ‘O Brasil voltou, 20 anos em 2’. Mas o retrocesso foi muito maior, coisa de 100 anos.

    Resumo da ópera: Temer não consegue nem copiar direito o slogan de JK (50 anos em 5). (fonte: BlogdoEsmaelMorais)

  • Do blogdoEsmaelMorais: “Agora esses moleques vêm me chamar de ladrão”: a visita de Marcelo Barros, monge beneditino, a Lula.
    Por Diario do Centro do Mundo -15 de maio de 2018.

    POR MARCELO BARROS, monge beneditino

    Desde que a justiça liberou visitas religiosas, fui o segundo a ter graça de visitar o presidente Lula em sua prisão. (Quem abriu a fila foi Leonardo Boff na segunda-feira passada).

    Eram exatamente 16 horas quando cheguei na dependência da Polícia Federal onde o presidente está aprisionado. Encontrei-o sentado na mesa devorando alguns livros, entre os quais vários de espiritualidade, levados por Leonardo.

    Cumprimentou-me. Entreguei as muitas cartas e mensagens que levei, algumas com fotografias. (Mensagem do Seminário Fé e Política, de um núcleo do Congresso do Povo na periferia do Recife, da ASA (Articulação do Semi-árido de Pernambuco) e de muitos amigos e amigas que mandaram mensagens.

    Ele olhou uma a uma com atenção e curiosidade. E depois concluiu:
    – De saúde, estou bem, sereno e firme no que é meu projeto de vida que é servir ao povo brasileiro como atualmente tenho consciência de que eu posso e devo. Você veio me trazer um apoio espiritual. E o que eu preciso é como lidar cada dia com uma indignação imensa contra os bandidos responsáveis por essa armação política da qual sou vítima e ao mesmo tempo sem dar lugar ao ódio.

    Respondi que, nos tempos do Nazismo, Etty Hillesum, jovem judia, condenada à morte, esperava a hora da execução em um campo de concentração. E, naquela situação, ela escreveu em seu diário:

    “Eles podem roubar tudo de nós, menos nossa humanidade. Nunca poderemos permitir que eles façam de nós cópias de si mesmos, prisioneiros do ódio e da intolerância”.

    Vi que ele me escutava com atenção e acolhida. E ele começou a me contar a história de sua infância. Contou como, depois de se separar do marido, dona Lindu saiu do sertão de Pernambuco em um pau de arara com todos os filhos, dos quais ele (Lula) com cinco anos e uma menina com dois.

    Lembrou que quando era menino, por um tempo, ajudava o tio em uma venda. E queria provar um chiclete americano que tinha aparecido naqueles anos. Assim como na feira, queria experimentar uma maçã argentina que nunca havia provado. No entanto, nunca provou nem uma coisa nem outra para não envergonhar a mãe.

    E aí ele prosseguia com lágrimas nos olhos: “Agora esses moleques vêm me chamar de ladrão. Eu passei oito anos na presidência. Nunca me permiti ir com Marisa a um restaurante de luxo, nunca fiz visitas de diplomacia na casa de ninguém… Fiquei ali trabalhando sem parar quase noite e dia… E agora, os caras me tratam dessa maneira…”

    Eu também estava emocionado. O que pude responder foi:
    – O senhor sabe que as pessoas conscientes, o povo organizado em movimentos sociais no Brasil inteiro acreditam na sua inocência e sofrem com a injustiça que lhe fizeram. Na Bíblia, há uma figura que se chama o Servo Sofredor de Deus que se torna instrumento de libertação de todos a partir do seu sofrimento pessoal. Penso que o senhor encarna hoje, no Brasil essa missão.

    Comecei a falar da situação da região onde ele nasceu e lhe dei a notícia de que a ASA (Articulação do Semi-árido) e outros organismos sociais estão planejando um grande evento para o dia 13 de junho em Caetés, a cidadezinha natal dele. Chamar-se-á “Caravana do Semi-árido pela Vida e pela Democracia” (contra a Fome – atualmente de novo presente na região – e por Lula livre).

    A partir daquela manifestação, três ônibus sairão em uma caravana de Caetés a Curitiba para ir conversando com a população por cada dia por onde passará até chegar em Curitiba e fazer uma festa de São João Nordestino em frente à Polícia Federal.

    Ele riu, se interessou e me pediu que gravasse um pen-drive com músicas de cantores de Pernambuco, dos quais ele gosta. Música de qualidade e que não estão no circuito comercial.
    Vergonha. Nunca tinha ouvido falar de nenhum e nem onde encontrar. Ele me disse que me mandaria os nomes pelo advogado e eu prometi que gravaria.

    Distenção feita, ele quis me mostrar uma fotografia na parede na qual ele juntou os netos. Explicou quem é cada um/uma e a sua bisneta de dois anos (como parece com dona Marisa, meu Deus!).

    Começou a falar mais da família e especialmente lembrou um irmão que está com câncer. Isso o fez lembrar que quando Dona Lindu faleceu, ele estava na prisão e o Coronel Tuma permitiu que ele saísse da prisão e com dois guardas fosse ao sepultamento da mãe. No cemitério, havia uma pequena multidão de companheiros que não queriam deixar que ele voltasse preso. Ele teve de sair do carro da polícia e falar com eles pedindo para que deixassem que ele cumprisse o que tinha sido acertado. E assim voltou à prisão.

    A hora da visita se passou rápido. Perguntei que recado ele queria mandar para a Vigília do Acampamento e para as pessoas às quais estou ligado.

    Ele respondeu:
    – Diga que estou sereno, embora indignado com a injustiça sofrida. Mas, se eu desistir da campanha, de certa forma estou reconhecendo que tenho culpa. Nunca farei isso. Vou até o fim. Creio que na realidade atual brasileira, tenho condições de ajudar o Brasil a voltar a ser um país mais justo e a lutar para que, juntos, construamos um mundo no qual todos tenham direitos iguais.

    Para concluir a visita, propus ler um texto do evangelho e ele aceitou.

    Li o evangelho do próximo domingo – festa de Pentecostes e apliquei a ele – os discípulos que estão em uma sala fechada, Jesus que se deixa ver, mesmo para além das paredes que fechavam a sala. E deu aos seus a paz, a alegria e a capacidade de perdoar no sentido de discernir o julgamento de Deus sobre o mundo. E soprando sobre eles lhes deu a vida nova do Espírito.

    Segurei em suas mãos e disse: Creio profundamente que isso se renova hoje com você.

    Vi que ele estava emocionado. Eu também fiquei. Abri o pequeno estojo e lhe mostrei a hóstia consagrada que lhe tinha trazido da eucaristia celebrada na véspera. Oramos juntos e de mãos dadas o Pai Nosso.

    Eu tinha trazido duas hóstias. Eu lhe dei a comunhão e ele me deu também para ser verdadeiramente comunhão.

    Em um instante, eram vocês todos/as que estavam ali naquele momento celebrativo e eu disse a ele: “Como uma alma só, uma espécie de espírito coletivo, muita gente – muitos companheiros e companheiras estão aqui conosco e estão em comunhão e essa comunhão eucarística representa isso.

    Eu lhe dei a bênção e pedi a bênção dele para todos vocês.

    Foi isso.

    Quando o policial que me foi buscar me levou para fora e a porta se fechou atrás de mim, me deu a sensação profunda de algo diferente.

    Senti como se eu tivesse saído de um espaço de liberdade espiritual e tivesse entrando na cela engradeada do mundo que queremos transformar.

    Que o Espírito de Deus que a celebração desses dias invoca sobre nós e sobre o mundo nos mergulhe no amor e nos dê a liberdade interior para irmos além de todas essas grades que aprisionam o mundo.

  • Olá pessoal somos do blog ultradicas e gostamos muito de ver o conteúdo do seu blog. Vamos acompanhar mais vezes seu blog porque gostamos muito. Vamos assinar o feed
    abraços
    equipe ultradicas

Deixe uma resposta:

Seu endereço de e-mail não será mostrado.

Sliding Sidebar

Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

Social Profiles