Se for beber, vá sem arma

Miguel Lucena*

A tragédia do Barril 66, em que um policial civil matou um policial militar, além de causar uma tristeza imensa em quem conhecia os envolvidos e deixar impactada a sociedade brasiliense, alerta-nos para a necessidade de que agentes públicos com porte de arma evitem ingerir álcool e frequentar determinados ambientes.
Os informes dão conta de que, naquele espaço, o ambiente é bem carregado e heterodoxo, com brigas frequentes.
Alguns policiais corriam riscos de se encontrar com bandidos que prendiam quando frequentavam o pagode do Pirraça no Parque da Cidade.
Quando eu bebia, já frequentei bares portando arma de fogo e topei com gente que saía de casa para desafogar suas mágoas em um copo de uísque, dizendo indiretas e provocando os demais. Ainda bem que nada de pior aconteceu.
Numa festa com muita gente e álcool em excesso, as coisas tendem a ficar confusas, as palavras não são ouvidas direito e um olhar diferente pode parecer um desafio.
Humildemente, sem julgar ninguém, arrisco-me a estender a campanha Tolerância Zero no trânsito para quem porta arma de fogo. Se beber, não use arma. Essa mistura é explosiva e trágica.

*Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF, jornalista e escritor.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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