O amor é lindro

A capação como castigo

3 de agosto de 2026

Essa bandeira de Flávio Bolsonaro, de capar os estupradores como forma de punição, me faz lembrar a história de Juquinha, o maior tarado que já existiu nas capoeiras de Serra Grande.

O homem era o terror das meninas, das mulheres maduras, nem as velhas escapavam.

E na falta de mulher, encaçapava homens, jumentas, galinhas e sapos cururus.

Até que se deparou com o Tenente Ribeiro, homem valente e seguidor da lei do olho por olho, do dente por dente.

Uma circunspecta viúva da cidade caiu nas garras de Juquinha. Foi o maior desmantelo. A pobre quase morreu de tanto levar rola. O negócio foi tão sério que ela mal conseguiu balbuciar o nome do criminoso durante o depoimento tomado ainda no leito hospitalar.

O tenente Ribeiro não aguardou a presença do juiz, do promotor, dos jurados, do padre ou do sacristão para adotar providências. Saiu no encalço do estuprador e, ao encontrá-lo escondido nas grotas da Serra da Capivara, ali mesmo arrancou seus culotes com dois certeiros golpes de faca.

Capado, Juquinha sumiu. Nunca mais se ouviu falar dele. Dizia-se que fugira para São Paulo. A vergonha de se ver capado era maior do que o amor pela terra natal.

E assim se passaram os anos, até que Zé Lambreta, vindo do sul, deu notícias dele a um grupo de antigos amigos.

  • E o que ele anda fazendo por lá? – perguntou Passarinho.
  • Está dando o cu -, foi a resposta de um Lambreta sorridente, com cara de quem havia provado da fruta.

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