A propósito de lealdade e deslealdade

Lealdade e deslealdade foram duas palavras bastante citadas no decorrer da semana.

Uns as citaram para desfilar mágoas, outros para definir caráteres.

Por isso fiquei a pensar sobre o assunto.

A lealdade é um sentimento raro, indisponível para uma grande parcela da população.

Muita gente sabe que ela existe, mas não consegue aplica-la na prática.

É que a lealdade só é possível aos que não têm medo de ser verdadeiros.

Os amigos da fama e do poder, por exemplo, só sabem ser leais ao amigo da hora, da moda,

Quando este amigo, alvo da lealdade desmedida dos que a oferecem de forma tão ruidosa, deixa a ribalta e volta aos bastidores, descobre que aquelas demonstrações de amor e solidariedade eram tão vazias quão vazias são as noites de silêncio.

Ai vê que a lealdade oferecida, na verdade não era lealdade. Era deslealdade misturada a interesse escuso.

E constata, mais ainda, que o numeroso exército de leais não passava de um minúsculo pelotão.

Um pelotão que, apesar de pequeno, está disposto a enfrentar qualquer batalha, sem medo do resultado.

Por que estou falando isso?

Ora, porque deu vontade.

E quem achar ruim, bote a carapuça.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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