
Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Havia um golpe de estado em marcha para derrubar o que o povo decidiu, todo mundo sabe disso. Os golpistas matariam Lula, fariam a mesma coisa com Alckmin e mandariam o ministro Alexandre de Morais para a cidade dos pés juntos. Ato seguinte, levariam Jair Bolsonaro ao Palácio do qual foi retirado pela vontade do povo e os generais dariam garantias, eles e os oficiais que botariam os soldados nas ruas, intimidariam os descontentes com os tanques, com os canhões e metralhadoras.
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Vimos tanques desfilando pelas ruas de Brasília. Tanques velhos, soltando oleo queimado pelos canos de escape, mas com poder de fogo para matar gente desarmada. E os paus mandados, acampados nas frentes dos quartéis, completavam o quadro.
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Até que veio o 8 de janeiro, a multidão de bolsonaristas, vestindo verde e amarelo, invadiu a Praça dos 3 Poderes, destruiu o STF, destruiu o Senado, destruiu o Palácio de Lula, um deles cagou em cima do birô do ministro do Supremo, era o golpe que começava.
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Mas não deu quorum. O comandante do Exército não apoiou, ameaçou prender o presidente golpista, enquadrou os generais, “faiou”. E a baderna ficou somente na baderna.
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Mas os da direita não se conformaram com a ascensão de Lula. Foram às vias de fato, aprovaram uma anistia com o aval de deputados e de um senador paraibanos, cito os nomes deles: Cabo Gilberto (PL), Mersinho Lucena (PSD),Romero Rodrigues (Podemos),Wellignton Roberto (PSD),Wilson Santiago (Republicanos) e Efraim Filho (PL).
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Só que, na ânsia de tirar Bolsonaro da cadeia, esses ditos representantes do povo também beneficiaram estupradores, feminicidas, assaltantes, assassinos confessos, o diabo a quatro e o cão chupando manga.
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Convém gravar os nomes desses “eleitores” e dar o troco a eles no outubro que está chegando.
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O engraçado é que esses paraibanos benfeitores de golpistas se anunciam como aliados do presidente Lula, com exceção de Cabo Gilberto e Efraim Filho.
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As chuvas voltaram com gosto, alagamentos se espalharam pela cidade e ganharam o interior. Em Ingá a água chegou à Senzala de Vavá da Luz, vi o vídeo, o velho Vavá atolado até o joelho, as pessoas da casa idem, o terreiro da fazenda transformado em açude.
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E não parou. No momento em que escrevo estas linhas mal traçadas, o céu despeja o seu mijo perfumado pela janela indormida.
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Damásio Neto entra no páreo, vai disputar a Presidência da Câmara Municipal de João Pessoa, Damásio é sangue novo e tem nome de quem já presidiu a Câmara, seu avô Damásio Franca foi presidente antes de se tornar prefeito.
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Damásio é filho de Chico Franca, também ex-prefeito de João Pessoa, trata-se de um jovem inteligente, preparado e capaz de fazer uma administração revolucionária. Vale a pena acreditar nele.
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Lembro que o então governador João Azevedo prescindiu do voto de Leo Bezerra. Agora quer seu apoio. Será que Leo vai embarcar no canto da sereia?
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Hervásio já disse que não esqueceu as mágoas, mas Hervásio é apenas pai de Leo.
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Cabo Gilberto dava entrevista à Globo News, todo chique, querendo ser as pregas do Véi Quelé, quando um do povo interrompeu os seus dizeres com “anistia o caralho!” O Cabo ficou sem jeito.
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Mas o cabo tem seus valores, acredita no que faz, não pode ser comparado, por exemplo, com os seus colegas que são lulistas na Paraíba e bolsonaristas em Brasília.
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O PT se reuniu para decidir o que já era decidido, ou seja, vai continuar do mesmo jeito.
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Pense numa reunião de futuro!
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Voltando à Câmara Municipal: João Corujinha precisa tomar tento com esse negócio de unanimidade. A Câmara de João Pessoa sempre foi notória no quesito traição. Vereadores foram dormir eleitos e acordaram derrotados. E eu cito Derivaldo Mendonça, Nadja Palitot…
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As zinleições na CMJP se decidem nas madrugadas, nas vésperas e até minutos antes.
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Os mais antigos lembram disso.
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E eu me vou-me a mim.
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Inté.




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