Biu Ramos

Fiquei sabendo esta semana que Biu Ramos estava doente e que seu estado era grave. Internado no hospital de Italo Kumamoto para tratar uma pneumonia, foi transferido para a UTI porque a doença começou a dominá-lo.

Eu, sinceramente, achava que ele sairia do hospital.

Biu Ramos sempre brincou com as chamadas situações difíceis.

Sempre enfrentou sem medo guerras e ameaças.

Nunca se dobrou e conseguiu o milagre de ficar velho sem deixar o batente.

Minto, deixou. Não acompanhou a internet, o que foi uma pena.

Seus textos ainda hoje são inimitáveis.

Seus livros – e eu os tenho todos -, perpetuaram verdades. E até os amenos, os de lembranças da vida de jornal, têm um sabor diferente daqueles similares cheios de louvaminhas.

Mas eu vim aqui para noticiar a morte de Severino Ramos.

O Biu.

Menino nascido e criado nos canaviais de Santa Rita, preto e aleijado, saiu de lá para brilhar na ribalta da imprensa.

Foi colunista, editor, diretor, apresentador, escritor, presidente da API e, se não entrou para a Academia Paraibana de Letras, não foi por falta de méritos.

Os chamados imortais da APL devem esta explicação à Paraíba.

Dizer que senti muito é chover no molhado. Estou chocado. Já tomei duas lapadas em sua homenagem. Foi preciso fazer isso para criar coragem e vir até aqui falar dele .

A fila andou de novo.

O difícil é saber de quem é a próxima senha.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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