Cida Ramos tira a máscara de Bruno Cunha Lima e o chama de pescador de águas turvas da política paraibana

A secretária do Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, é deficiente física e por isso conhece de perto o problema dos que, em razão das limitações ditadas pelas suas deficiências, são obrigados a enfrentar o dia a dia desse mundo cão.

É dela o texto que vai publicado abaixo. Ela rebate o deputado Bruno Cunha Lima, que apresentou um projeto de lei inconstitucional, de antemão sabendo que seria vetado, e que vem fazendo do veto uma arma de intriga, tentando faturar o voto dos autistas e de seus familiares. Leia o texto de Cida Ramos e veja porque Bruno não pode ser levado a sério:

Acerca do projeto de lei 1.350/2017 de autoria do deputado Bruno Cunha Lima, que determinava a inserção do símbolo do autismo nas placas que sinalizam atendimento prioritário em estabelecimentos públicos e privados, é importante restabelecer a verdade dos fatos que justificam os aspectos do veto:

Em 2012, a presidente Dilma Rousseff reconheceu os autistas como pessoas com deficiência para todos os efeitos legais, promulgando a Lei 12.764 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos do Autista.

O símbolo é universal e representa todas as deficiências.

O projeto foi vetado por vícios jurídicos inconstitucionais. A obrigação proposta pelo projeto de Bruno Cunha Lima já é disciplinada em normas da esfera Federal, já que a própria Constituição prevê o atendimento especializado para as pessoas com deficiência física, sensorial ou mental, conforme o artigo 227, parágrafo 1º, inciso II:

  • 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do adolescente e do jovem, admitida a participação de entidades não governamentais, mediante políticas específicas e obedecendo aos seguintes preceitos:

II –  criação de programas de prevenção e atendimento especializado para as pessoas portadoras de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente e do jovem portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos e de todas as formas de discriminação.

Os números não mentem:

  1. O governo do Estado da Paraíba é um dos que mais investiu em ações para a pessoa com deficiência. Aumentou mais de quarenta vezes, através da FUNAD, o atendimento aos autistas. De 9 usuários atendidos em 2010, a instituição, atualmente, tem 368 autistas sendo assistidos através de uma equipe multidisciplinar para o atendimento terapêutico, diagnóstico, além dos serviços complementares como Musicoterapia, Natação e Capoeira.
  1. Está concluindo, em Sousa, a construção de uma FUNAD, desafogando a demanda em João Pessoa e proporcionando um atendimento qualificado para todas as pessoas com deficiência do sertão. O órgão será inaugurado ainda neste primeiro trimestre, e possuirá uma ala específica para atendimento aos autistas.
  1. Investiu na política da pessoa com deficiência cerca de R$18 milhões.
  1. Implantou o Centro de Referência em Esclerose Múltipla do Estado da Paraíba (CREMPB), que tem a missão institucional de fazer busca ativa para diagnóstico precoce e tratamento imediato dos casos suspeitos de esclerose múltipla encaminhados ao serviço e também realizar o acompanhamento e monitoramento dos usuários com diagnóstico definido.
  1. Mesmo em época de crise, o governo do Estado repassou recursos para entidades de autistas.

Portanto, as críticas não são cabíveis a um governo que tem alterado substancialmente o acesso a bens, serviços e programas destinados a pessoas com deficiência, em especial o autista. Se tem alguém que usa de expediente inconsequente e demagógico para com a pessoa com deficiência são os conhecidos e contumazes pescadores em águas turvas da política paraibana, quem nada fez quando dirigiu o estado  e que em época de eleição se desespera em busca de produzir factoides.

A Paraíba os conhece e os rejeita!

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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