Cumpra a promessa, prefeito!

Um leitor apareceu para defender a Prefeitura no caso da Barreira do Cabo Branco.

O leitor sabe que faltam poucos metros para o farol do Cabo Branco ser alcançado pelo desmoronamento.

A pista já foi comida pela metade. Para chegar ao farol, falta um tico, um quase nada.

A foto da pista comida e do farol ameaçado foi exibida nas redes sociais e gerou incontáveis comentários, todos censurando o prefeito Luciano Cartaxo pela tragédia prestes a acontecer.

No meio dos comentários, porém, surgiu o de um cidadão dizendo que não valia a pena o prefeito deter a erosão, porque seria uma obra sem retorno.

A que retorno o rapaz se referia, ele não disse.

Só que discordo do moço.

Tem retorno sim.

O retorno do resgate histórico, da preservação de um  monumento que integra a imagem da cidade. O retorno da responsabilidade do gestor, escolhido pelo voto para cuidar do povo e da terra onde o povo vive. Enfim, o retorno da credibilidade à palavra empenhada, coisa fora de moda, em desuso nessa terra chamada Brasil.

O prefeito Luciano Cartaxo, ao se candidatar à reeleição, prometeu cuidar da Barreira do Cabo Branco, esquecida e relegada por ele no mandato findo.

Pois bem, empenhou a palavra.

Mas a promessa até agora não foi cumprida.

A barreira está caindo, o farol vai cair. Será que vamos esperar tudo aquilo sumir na poeira da omissão para somente então cobrarmos do prefeito o cumprimento do seu dever como administrador?

5 Comentário On Cumpra a promessa, prefeito!

  • Tem que manter isso aí. Não vem ao caso. Golpista que traiu o povo não vai ter voto

  • Estão esperando RC voltar a Prefeitura para resolver. Pq jeito tem. Falta seriedade e vontade política.

  • Meu caro Tião Lucena, se permitir? Gostaria de tecer algumas considerações.
    Estudos de Geomorfologias Costeira comprovam que áreas de falésia VIVA (onde há o contato da água na falésia), é natural que ocorram erosões.
    Não adianta quaisquer intervenção humana no sentido de diminuir esse processo. Pôde-se ter milhões de reais gasto de forma desnecessária.
    Já faz muito tempo que o rio Gramame, que foi barrado para acumular água e abastecer a região metropolitana não despeja sedimentos no mar, com isso não ocorre a engorda da faixa de praia, esse fato também contribui com a erosão na falésia.
    Qualquer intervenção no sentido de construção de muros, gabiões, ilhas artificiais para se evitar a abrasão marinha, não vi adiantar com algum tempo a dinâmica marinha destruirá. É dinheiro jogado fora. Outro sim, haverá sérios problemas mais adiante, em Tambaú, Manaíra…

  • Infelizmente essa é a realidade com a qual teremos de conviver ainda por tempo bastante razoável.
    Se tomarmos em conta, com seriedade, os vários estudos e pronunciamentos de técnicos respeitados e apolíticos, verificaremos que os fatores que vêm prejudicando a nossa barreira são diversos e tratados com desdém pelos muitos políticos que já disseram se interessar pelo destino (situação) da mesma.
    À vista desses pronunciamentos, tem-se a certeza de que a degradação da barreira do Cabo Branco é decorrente de uma série de ações políticas, que alguns podem até classificar de irresponsáveis, que não levaram em conta a fragilidade geológica da mesma e não hesitaram em submetê-la a cargas superiores ao ela poderia suportar, das quais podemos mencionar a abertura da área ao tráfego intenso decorrente do início da PB 008, cujo início, a partir da subida – hoje interditada, beira a área (hoje com um tráfego intenso e pesado que ultrapassa em muito a capacidade de suporte do terreno, extremamente frágil e o lançamento desse pólo turístico com construções extremamente pesadas e devastação da cobertura vegetal.
    A esse respeito vale sempre relembrar o registro resumido de pronunciamento do geólogo e professor Eduardo Galiza e da bióloga Rita Mascarenhas que “coloca os pontos nos ii”, que ouso reproduzir a seguir. Dizem eles, resumidamente: Recordemos o pronunciamento do professor Galiza, que coloca a situação crítica daquela área como decorrência da intervenção humana desenfreada, que a submete a uma carga que sua formação geológica não suporta, enquanto que a bióloga Rita complementa esse pensamento com a afirmação de que a infiltração mais grave ocorre na base da barreira, criando, assim, um lençol de areia instável e de pouca consistência, com a consequente perda de resistência do solo superficial ao pesos dos equipamentos ali lançados e à vibração do tráfego crescente na região, seja em decorrência do pretendido apelo turístico desses equipamentos, seja por ser a única via de acesso às praias do sul.
    Não defendo o atual Prefeito, pois considero que ele está fazendo uma intervenção na área que não terá nenhum resultado prático, mas vejo em tudo isto uma triste realidade em que políticos irresponsavelmente criam situações que outros devem resolver, muitas vezes enfrentando dificuldades de difícil superação.

  • Deus me livre do atual prefeito de JP fazer obra de recuperação da barreira do Cabo Branco.
    Poderia ser um mal maior!
    O jeito é rezar e pedir a Deus que a barreira aguente até a próxima gestão.
    As obras de calçamento que a PMJP está fazendo na Av. Beira Rio, é uma amostra da
    “qualidade” .
    A calçada feita na quadra antes do BB da Torre, na direção Centro-Praia, já está
    afundando, e dar para perceber que muitos dos blocos de concreto colocados vão
    se soltar em breve.
    Na semana passada, eu me aventurei em ir à pé da CEF até o BB e quase levei
    um tombo quando pisei no piso afundado da calçada (feita recentemente).

Deixe uma resposta:

Seu endereço de e-mail não será mostrado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Sliding Sidebar

Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

Social Profiles

teste