Gilvan Freire negou socorro a Burity para dar fuga a seu assassino

Toda vez que leio alguma coisa de Gilvan Freire falando sobre violência, me vem à lembrança aquele quase assassinato ocorrido no restaurante Gulliver.

Como o leitor lembra, naquele episódio o então governador Ronaldo Cunha Lima atirou traiçoeiramente no rosto de Tarcisio Burity.

Burity almoçava ao lado de amigos quando Ronaldo entrou e, sem dar à vítima qualquer possibilidade de reação, atirou na sua cara, a queima roupa.

O então deputado Gilvan Freire se encontrava no restaurante, bem perto do corpo inerte de Burity, mas em vez de socorrê-lo, enguiçou-o e foi dar fuga ao criminoso.

Burity ainda olhou pra Gilvan pedindo que o socorresse. O pedido de Burity entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Gilvan achou mais cômodo socorrer o assassino.

Esse episódio está narrado no livro que lanço amanhã em Bananeiras.

Vou transcrever aqui a parte que diz respeito a Gilvan:

“…Ronaldo entrou no restaurante como se estivesse em transe. Caminhou diretamente para a mesa onde Burity almoçava, revólver na mão. Aproximou-se, bateu no ombro do desafeto e quando este virou o rosto para ver de quem se tratava, atirou à queima roupa. Um tiro, dois tiros e Burity caiu para debaixo da mesa. Na desesperada tentativa de se proteger, puxou a toalha e se cobriu. Ronaldo ia atirar de novo, mas foi segurado pelo ex-deputado Manoel Gaudêncio, que o puxou para um cômodo ao lado.

Burity se esvaia em sangue, pedia socorro e ninguém o socorria. O deputado Gilvan Freire passou a perna por cima do corpo inerte do ex-governador e correu a socorrer seu amigo Ronaldo. A mesma coisa fez Cícero Lucena. Não fosse o engenheiro Tadeu Pinto, Burity teria morrido à míngua.”

Este é o Gilvan Freire que hoje posa de paladino da justiça.

A viúva de Burity sabe muito bem quem ele é.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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