Meu desabafo

Tinha dito a mim que ia parar de falar sobre esse assunto, porque senti que a coisa é mais séria do que supunha. Mas é séria demais. As pessoas estão transformadas, a exaltação beira ao absurdo, o patrulhamento remonta aos tempos da negritude ditatorial e, para ficar mais pasmado mais e embasbacado, líderes religiosos foram transformados em propagandistas do caos.

Aí eu não me calo nem que a vaca tussa.

Eu tenho gente minha no meio das exceções.

E se algum desses donos do mundo mexer com minha gente, vai ver o que é ter um doido pela frente.

Quer votar no seu ditador? Vote! Mas não me obrigue a aceitar seu voto. Nem queira que eu teça elogios a sua atitude.

Continuo achando seu candidato um embuste, uma piada sem graça, um idiota que aproveitou uma onda de descontentamento e surfou.

Eu vou continuar aqui acreditando que a catástrofe não acontecerá.

Eu sei que o Brasil não é isso que os talibãs da política e da crendice brasileira estão anunciando.

Chega de fundamentalistas na minha porta.

Eu quero voltar a sonhar.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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