Sexta-feira, 9 de outubro de 2026 Eleições faltam faltam 16 dias para o segundo turno Texto
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Negativa de Aguinaldo. Ricardo na Arapuã. João no mato sem cachorro. Coincidências ou sintomático?

 

Por: Aldo Ribeiro – Economista e Progressista

Não tenho acompanhado de perto as movimentações da política na PB, face a demanda profissional dos últimos tempos. E quando sobra tempo, o cenário de destruição nacional pelo qual passamos, termina chamando nossa atenção, tamanho o grau de canalhice e covardia dessa turma que apoia o pouco afeito ao trabalho que senta na cadeira de presidente. Não se enganem: a história será implacável.

Mas precisamos observar as movimentações ocorridas aqui na terrinha nos últimos dias. Como dizem por aí, a política é dinâmica. Eu diria que muitas vezes a política é pragmática. Vejam o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, pragmático que só ele: meses e meses fazendo jogo de cena, pra no final ficar onde está. Segundo o portal Fonte 83, o mesmo consultou “um capa preta do judiciário”, e o mesmo confirmou que o ex-governador Ricardo Coutinho poderá ser candidato. Um balde de água fria para as pretensões expansionistas da família Ribeiro. Mas pra o governador João Azevedo o balde foi literalmente de gelo. A quatro meses das eleições não tem um chapa pra chamar de sua. Sem o controle de sua base de sustentação política. Sem um governo altivo. Uma gestão insossa e sem personalidade, que durante quase quatro anos sobreviveu precariamente da continuidade das obras deixadas em curso pelo seu antecessor.

Passei esses dias na frente da antiga Central de Polícia, no Varadouro, e vi que finalmente as obras da Escola Técnica de Artes se iniciaram. Mas reparem um detalhe: o processo licitatório dessa obra foi aberto no já distante 2017. Estamos caminhando para o final de 2022, e curiosamente no ano da eleição a obra se inicia. De uma desonestidade factual, que simboliza bem o que vem sendo essa gestão estadual. Se rompeu com o ex-governador, que ao menos imprimisse uma marca, até pela sua fragilidade política claramente exposta nessa dificuldade de formar um palanque.

E paralelo a tudo isso, pra minha surpresa, vejo Ricardo Coutinho dando entrevista ao Sistema Arapuã. O mesmo sistema que recentemente o vetou em entrevista numa de suas filiadas no interior do estado. Posso estar enganado, mas isso é muito sintomático. Ricardo, além de caminhar pra um desfecho favorável à sua candidatura, lidera até com certa folga as pesquisas de consumo interno. O recuo de Aguinaldo não foi à toa. Some-se a isso, o fator Lula. A chapa Veneziano-Ricardo será vitaminada além da força da natureza que é o ex-presidente. O Fla-Flu nacional que tornou-se a eleição presidencial, e o anti-bolsofascismo que deverá se estender aos candidatos apoiadores do golpista, fincará ainda mais o voto no campo progressista.

Fica a pergunta: sobrará palanque para o atual governador?

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