No Tempo do Programa Sem Nome

O programa começou como uma brincadeira. Humberto Alexandre me chamou para, juntos, ocuparmos um horário radiofônico nas manhãs de sábado, na Miramar FM, uma emissora da Fundação UFPB que certo empresário da comunicação comprou não se sabe como. Fui experimentar, fizemos o primeiro, deu certo, fizemos o segundo e seguimos fazendo, sem, no entanto, encontrarmos um nome para o dito cujo.

Alexandre pediu aos ouvintes para sugerir um batismo para aquele programa que falava de tudo, de novelas, de horoscopo, da vida alheia, de política, de políticos, de arte culinária e de chifres.

Nenhuma sugestão convenceu. Até que Humberto, com sua genialidade, decidiu: O programa vai se chamar “Programa Sem Nome”. E como “Programa Sem Nome” fez sucesso, correu o Estado, Humberto inventou o programa itinerante, estivemos em Bonito de Santa Fé, em Princesa, em Prata, no Geisel, em Jacumã e em Forte Velho, sempre atraindo mais e mais ouvintes.

Foi um estouro.

A Miramar, porém, não pensava em audiência e sim em dinheiro. E vendeu todos os horários da emissora a uma igreja evangélica.

Migramos para a 100.5 de Santa Rita. Aí foi que o sucesso aumentou

Aumentou tanto que alguém cresceu os olhos e tirou o programa do ar para ocupar o espaço.

Ficou a lembrança da boa experiência e das aventuras vividas, como esta da foto, em Prata, na zona rural, comendo o famoso Bode no Buraco a convite do prefeito Marcel, depois de um programa que arrebentou em audiência.

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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