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O mal amado

9 de março de 2018

Você já deve ter ouvido falar da pessoa mal amada. É uma pessoa insatisfeita, invejosa, despeitada e ciumenta. Na impossibilidade de superar, por exemplo, um rival, um adversário, um inimigo circunstancial, faz de tudo para prejudica-lo.

O senador Cássio Cunha Lima é um mal amado. E por sê-lo, não perdoa o governador Ricardo Coutinho por tê-lo deixado na rua da amargura em 2014, naquele célebre pleito em que Cássio caiu do cavalo pela primeira vez.

Cássio era tido e havido como o imbatível, o tampa, o insuperável. Por acreditar nisso, rompeu com Ricardo Coutinho e se lançou candidato a governador. Ia ganhar no primeiro turno, dizia. E de tanto dizer, teve gente que acreditou. O governador ficou com uns três gatos pingados na Assembléia, prefeitos aderiram aos montes ao tucano, até jornalistas que se diziam girassóis correram para os braços de Cássio, com medo de ver Cássio ganhar e não sobrar nada para eles.

Aí Ricardo foi pra luta. Enquanto Cássio, que não tendo o que mostrar, arreganhava os dentes, Coutinho inaugurava obras, asfaltava estradas, levava a mão do Governo aos rincões mais distantes, não se abateu nem mesmo diante da traição do seu vice-governador, que de manhã lhe jurou amor eterno e ao meio dia retornou aos braços de Cássio, a quem amava de verdade.

Veio a eleição e Cássio perdeu. Levou uma surra de 150 mil votos. Ficou sem norte, sem sul e sem direção.

Partiu, então, para o tapetão. Moveu dezenas de ações, todas elas pedindo o mandato de Ricardo. Dessas, 90 por cento já viraram poeira. Umas duas estão para julgamento. Dia 13 o TSE vai julgar um recurso do povo de Cássio, interposto logo após o Tribunal Regional da Paraíba ter julgado improcedente mais uma ação do tucanato. E ante a proximidade do julgamento, os tucanos voltam a se assanhar. Sonham com a queda de Ricardo, querem vingança, vingança de despeitado, de mal amado, de quem não se conforma com o sucesso sempre ascendente do rival.

Se vão cair do cavalo outra vez? Claro que vão. Vocês vão ver.

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3 Comentários

  • Reply Rui Galdino Filho 9 de março de 2018 at 09:50

    Caro Tião. A Paraíba precisa de um grande renovação política em seus quadros, tanto na Câmara Federal, quanto e principalmente no Senado. Por isso, coloquei meu nome à disposição do meu partido, o PSL, para concorrer a uma das duas vagas do Senado Federal. Sei, que não será fácil enfrentar algumas figuras carimbadas e retrógradas da nossa política, pois, eles estão no poder e com muito dinheiro, porém, vou enfrentá-los de cabeça erguida, com conhecimento de causa, pronto para debater com quem quer que seja, os verdadeiros problemas e soluções para o nosso estado. O povo paraibano vai ter a oportunidade de conhecer um novo candidato a senador, uma nova proposta e um novo caminho. Os paraibanos, de Cabedelo à Cachoeira dos Índios, durante o guia eleitoral e os debates, vão saber quem é quem. Nada temerei e vou vencer! Atenciosamente, Rui Galdino ( pré-candidato a senador pelo PSL/PB ).

  • Reply Candieiro 9 de março de 2018 at 10:07

    E POR FALAR EM TUCANO, REPRODUZO O QUE PUBLICOU O CONVERSA AFIADA;///
    2ª instância ferra o Lula, mas afaga o tucano Azeredo./TJMG só dá sentença a meses da prescrição. Escárnio!//////

    Se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu por aumentar a pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prendê-lo assim que terminados os recursos na Corte, para o ex-governador tucano Eduardo Azeredo, a segunda instância de Minas Gerais diminuiu o tempo de prisão e permitiu que ele respondesse ao processo em liberdade até a última instância.

    A decisão foi tomada na noite desta quarta-feira (07), quando a condenação de Azeredo por peculato e lavagem de dinheiro no mensalão tucano foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Dois dos três desembargadores entenderam que poderia ser tirados nove meses da condenação do tucano.
    Também em realidade distinta foi a velocidade tomada no julgamento do processo do triplex contra o ex-presidente Lula, desde a Vara Federal de Curitiba até chegar ao TRF-4, que levou seis meses para a segunda instância não somente aumentar em três anos o tempo de encarceramento, como também determinar a prisão o antes possível.

    Já no caso de Azeredo, o processo começou a ser julgado em 2009, tramitando em várias instâncias após a renúncia do tucano do então cargo de deputado federal, em 2014. Em dezembro de 2015, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo foi condenado a 20 anos de prisão por envolvimento no chamado mensalão mineiro.

    Se para Lula foram necessários seis meses para o caso ser analisado por turma colegiada de segundo grau, mais de dois anos se passaram para o Tribunal de Justiça mineiro dar a sua sentença: que além de diminuir em nove meses o tempo de prisão de Azeredo, autorizou o político tucano a esperar o fim do seu julgamento até o Supremo Tribunal Federal (STF) em liberdade.

    “Deve ser mantida a condenação imposta ao apelante pelos delitos de peculato e lavagem de dinheiro”, determinou o desembargador Adilson Lamounier. E o desembargador Alexandre Victor de Carvalho lembrou, ainda, que o ex-governador do PSDB tem ainda na mesma instância outras chances, uma vez que ele mesmo foi contrário a manter a pena ao político:

    “Podem ser interpostos nesta instância ainda embargos declaratórios e embargos infringentes em razão da divergência havida entre meu voto e dos dois desembargadores que condenaram o acusado”, afirmou.

    Enquanto o TRF-4 tenta fazer tramitar os processos do juiz Sergio Moro, de Curitiba, que chegam ao segundo grau o mais rápido possível, o TJ-MG não tem prazo para julgar os recursos do tucano, como os embargos. Ainda, o julgamente precisaria ser concluído até setembro deste ano: caso contrário, a defesa de Azeredo já pode entrar com pedido por extinção da pena porque o político completa 70 anos de idade.

  • Reply LAVOISIER 9 de março de 2018 at 11:17

    Onde existe o bem, o mal jamais prosperará!

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