Os tanques de guerra da Câmara Municipal

Há mesmo necessidade daqueles tanques de guerra, vestidos de preto, postados na entrada da Câmara Municipal de João Pessoa para impedir o acesso do povo?

Nem nas caminhadas de Bolsonaro vi tanto segurança.

E não é segurança fraquinho não. São verdadeiros gigantes, escolhidos a dedo, fortes, musculosos, entroncados, buchudos e mal encarados.

E a indumentária dá um tom sinistro a eles.

Quem os vê, treme.

Os ambulantes chegaram à Câmara para pedir apoio aos vereadores. Ficaram postados do lado de fora, querendo entrar, mas os tanques da Câmara não deixavam.

Nem parecia que ali é a casa do povo.

Parecia mais a casa da elite política que só pensa no povo na hora de pedir votos.

Mas como a voz do povo é a voz de Deus, os seguranças mal encarados não foram suficientes para barrar a revolta dos camelôs.

Eles entraram no peito e na raça, passaram por cima dos tanques e puseram os vereadores para tremer.

Deve deles que, ao final da contenda, caminhava exalando um misterioso odor, enquanto uma roda de mosquitos enfeitava a sua região glútea.

E no final, a famosa comissão interparlamentar foi formada para discutir o problema com as autoridades municipais.

Deixe uma resposta:

Seu endereço de e-mail não será mostrado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Sliding Sidebar

Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

Social Profiles

teste