Tudo vale a pena quando a alma não se apequena!

1BERTO DE ALMEIDA

 

– o filho do Bozo está mesmo puto da vida com a invenção do Ministério Público em saber o quanto ele ganha, tem e o que muito em breve terá. Tudo muito limpo, insiste em dizer, com o aval do paizão e a sua – dele – influência sobre o mesmo. O meninão esperneia, mas não consegue a ninguém convencer que é tão puro quanto afirma. Sei não, sei não, sei não mesmo. Eles que são honestos, como dizem, que se entendam.  E disse mais: “Encerrem esse caso do Queiroz, disse ele, arquive-se qualquer investigação e fim de papo! Errei. O meu erro, porém, foi confiar demais no Queiroz”. Mas, afinal, o que ele teria confiado ao Queiroz que o Ministério Público e público em geral não podem saber ?!  “O meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria”, disse, em seguida, por telefone, acredito, para o “amigo” Fabrício Queiroz, enquanto curtia dos Paralamas esse Sucesso.

 

– o prefeito Luciano Cartaxo tem dedicado maior parte de sua administração à construção e reforma de praças. Tudo bem. Acho arretado. Essas continuam sendo do povo, assim como o céu é do condor. Ou, como assim deseja o dengoso filho de dona Canô, do avião.  Mas, infelizmente, essa preocupação não vem também com a preservação das árvores e jardins que fazem essas praças mais vivas e próximas dos que ali passam ou frequentam.  Desculpem-me, mas a minha mãe era florista. Faz poucos dias que vi o que aconteceu com o nosso pessimamente aproveitado, infelizmente, e belo Pavilhão do Chá. Aquilo é poda? Eu disse “poda”, e poda não foi.  Dessa vez foi morte mesmo, foi arvorecídio (sic). Eles não cortam o mal pela raiz, cortam pela raiz as árvores que não fazem mal algum aos que por ali passam ou ficam.  Elas estão doentes ?! Ora, doentes estão vocês! Tratem, pois, as verdinhas! Fico triste e ao mesmo tempo mais puto do que vocês imaginam. E a lama da Lagoa? E o tamanho do tapete que não consegue esconder tanta lama assim?

 

E –  outro dia li em um dos nossos muitos blogs e poucos jornais, acho que foi isso mesmo, que aquele letreiro feio e posto ali no final da Avenida Epitácio pessoa, onde se lê “Eu amo Jampa”, uma pública e desnecessária declaração de amor, está abandonado e desprezado, caindo aos pedaços por falta desse declarado amor. Eu nem olho. Acho-as (ideia e declaração) feiíssimos.   Sinceramente, acreditem nessa minha sinceridade, acho a um cópia sem graça e desnecessária do Sampa que, caso de lá deles, também não pegou muito bem. Nas muitas vezes em que estive na Pauliceia Desvairada não ouvi   o apelido ser usado uma só vez por um nascido por ali.  Que caia, pois, e seja levado pelo mar. O meu amor por esta cidade, porém, a minha cidade, permanecerá sob o sol de verão, escrito dentro do peito, e sem qualquer risco de ser levado pelas ondas. Sem mais considerações gerais a fazer. Tá tudo aí.

 

R – depois de muito anos –  e botem anos nisso! -, assisti a uma apresentação da boa intérprete Renata Arruda, fazendo retornar os bons tempos do nosso “Sabadinho bom”.  Os ouvidos agradeceram. Os meus.  Com o passar do tempo, mas nem tanto t assim, constatei que Renata está cantando cada vez melhor.  Tem mais:  compondo como gente grande. Ouvi de sua autoria, ali no Sabadinho que ela nesse dia tornou bom de verdade, umas três composições suas, e ratifiquei a certeza e que ela ocupa, sem nenhum favor, uma vaga entre as n melhores intérpretes/cantoras do verde-amarelo.  Pois é. Nesse sábado, sem deixar de ser Renata Arruda, deu show cantando os sucessos de Beth Carvalho (bela homenagem), hoje vestindo uma roupa diferente da nossa e morando noutra cidade. Renata, sem dúvidas, é craque nesse campo.

 

T – mas, por falar em Renata Arruda, também esteve presente noutro espaço musical e cultural da nossa gente, bem pertinho daqui, não poderia esquecer de lembrar que neste fim de semana, a Rosa e eu, lugar comum, conhecemos a “Casa de Cultura Vó Mera”.  Foi um clima arretado de bom. Tudo sem esquecer que Jonathas Falcão, 0 mesmo do Seu Pereira e Coletivo 401 e filho de Falcão, saudoso colega da também saudosa Escola Técnica Federal da Paraíba, com os seus sambafunks e cocos e sambas e funks tornou o clima ainda mais quente – o calor tava com a gota serena! – e mais gostoso.  

Em tempo:  Vó Mera é a música, vitalidade – 84 anos! –  e alegria em pessoa. Nem estava pensado em ir, confesso, mas como não aceitar um convite da Rosa ?!  Sim, Domerina Nicolau Silva, acreditem, é o nome de batismo da Vó Mera!

 

–  se tenho arma em casa? Isso deixo para que os marginais respondam, desde que um desses que inventarem de invadir a minha casa, o meu “espaço sagrado”, saia de lá vivo para contar.  Mas, agora com o Bozo cumprindo a sua promessa de armar o país e desarmar os espíritos petistas, esses em especial, não vai ser preciso perguntar ao cidadão de bem se ele tá armado ou com as portas abertas do seu “espaço sagrado” aos crimes e roubos.  Pronto, as arma livres e leves, pois espingardas e fuzis pesam uma porrada, a Feira de Oitizeiro, essa onde o comércio de armas era mais ou menos livre, passará a ser “mais”. Vai virar um “Shopping center”! Venderão três oitão e outros números de fogo à vista e no cartão de crédito. E olhem que conheço a feira de Oitizeiro. Nela existem espaços para tudo.  Venda e troca de pássaros, esses em extinção ou não; eletrodomésticos, produtos de roubos ou não, e agora para revólveres e brinquedos outros que não se devem dar às crianças. Acho o maior barato. Ou melhor: agora será mais barato ainda.

4 Comentário On Tudo vale a pena quando a alma não se apequena!

  • Sebastião Lucena, verdade, mais uma vez esse escritor manda um bem escrito e gosto texto. O cara sabe das coisas. Ele escreve como poucos. E sabe o que diz. Manda mais, 1berto. Vivo com poliítica, mas textos assim arejam as nossas mentes, fazem bem. Esse tal de “amo jampa” enfeia a nossa praia. Deve ter sido compçromisso de campanha. Alguma coisa em troca. Nunca vi painel tão feio. 1berto tá coberto de razão. E ainda, sobre as praças, o 1berto não perde o humor, perguntado pelo tapete que não pode cobrir o lamaçal do “caso lagoa”. Escrito gostoso de ler. Tem tudo a ver com os teus, Sebastião, limpo, bem escrito e cheio de graça. Só uma coisa: ainda desconfio que 1berto é um pseudônimo de um bom escritor e pensador da gene.

    • Fosse o Amo Jampa de concreto armado seria duradouro. Mas fazer de zinco na beira mar é obra passageira
      As paradas de ônibus da beira mar tb estão apodrecendo. A maresia não perdoa

  • esse letreiro foi pintado durante uma manifestação com aquarela e os bozolinos moralistas clamaram por depredação de patrimônio público. agora que seu prefeitão aliado do bozo o deixa apodrecer, aceitam de boas e não dão um pio sequer. hipocrisia vc vê na direita como em canto algum

  • Pois tem muita gente que gosta dessa homenagem à nossa cidade, inclusive EU. Deve ser preservado. Na Praça dos Alemães, em Florianópolis existe essa frase com letras coloridas, em concreto armado: “EU AMO FLORIPA” e a população se orgulha e preserva. Mas, em João Pessoa, alguns não gostam e politizam tudo porque foi o prefeito Cartaxo que implantou !!!

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Sobre Tião Lucena

Sobre Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá.

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