opinião

Um louco, a pedido da família Bolsonaro, quer governar o Brasil à distância

3 de junho de 2026

Miguel Lucena

Trump aponta o dedo para o Brasil como se as máfias, o desmatamento, o trabalho forçado, o tráfico humano, principalmente de mulheres e crianças, e o maior consumo de drogas do mundo não fossem um problema dos Estados Unidos.

O tarifaço que ele impõe ao Brasil surge logo após movimentações de lideranças bolsonaristas junto ao governo americano. Flávio Bolsonaro esteve com Trump dias antes da imposição das tarifas, enquanto Eduardo Bolsonaro mantém uma intensa articulação internacional contra instituições brasileiras.

Para muitos, trata-se de uma tentativa de pressionar o Brasil a partir do exterior.

A medida é um atentado contra a nossa economia. Prejudica empresas, produtores, trabalhadores e municípios que dependem das exportações. O curioso é que atinge justamente parcelas do eleitorado que tradicionalmente simpatizam com a direita e com o próprio bolsonarismo.
Na ânsia de enfraquecer Lula, acabam fortalecendo-o.

Quando um governante estrangeiro tenta interferir nos destinos do país, o sentimento nacional fala mais alto. E quem paga a conta dessa aventura não é o governo de plantão, mas o povo brasileiro.

Nação soberana não aceita tutela. O Brasil não pode ser governado de Brasília por procuração, muito menos de Washington por controle remoto. Afinal, patriotismo que depende de pressão estrangeira tem outro nome.

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2 Comentários

  • Reply Kkkkkk 3 de junho de 2026 at 12:40

    A família bolsonaro É um CÂNCER, é tem deputado, aqui na PARAIBA, TEM, deputado que defende, e se precisar, disponibiliza, ate o canal!

  • Reply Kkkkkk 3 de junho de 2026 at 12:41

    Ou melhor o CANECO

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